Secretaria de Saúde fará mutirões para normalizar filas por exames

Principal problema é ressonância magnética, que tem mais de 300 pessoas aguardando

A Secretaria de Saúde de Lençóis Paulista planeja realizar mutirões para acabar com um problema que tem afetado centenas de cidadãos que dependem do sistema público de saúde: a enorme fila de espera que tem se formado para a realização de exames, cirurgias e outros procedimentos. Com a situação agravada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o município espera normalizar a demanda nos próximos meses com a retomada total do atendimento.

O secretário de Saúde Ricardo Conti Barbeiro reconhece o problema, mas explica que a maioria dos atendimentos está ocorrendo com rapidez. Ele destaca que a demora tem afetado pacientes que dependem de procedimentos sob reponsabilidade do Governo do Estado, como a ressonância magnética. O exame, que permite o diagnóstico por imagem de doenças neurológicas, ortopédicas, cardíacas, entre outras, tem uma fila de espera de cerca de 300 pessoas.

Na última sexta-feira (29), a Prefeitura Municipal protocolou um projeto de lei (PL 105/2021) na Câmara Municipal visando a abertura de crédito especial no valor de R$ 150 mil para a contratação de exames de ressonância magnética. Os recursos, provenientes do Fundo Estadual de Saúde, foram liberados por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Eduardo Leite (DEM) e devem ser suficientes para normalizar, por hora, a situação.

“Vamos realizar um mutirão em breve. Já estamos tomando as providências e o pregão de licitação da ressonância deve sair nos próximos dias. Também já temos recursos disponíveis para tentarmos acabar com a fila até o final deste ano”, explica o secretário, que também afirma que outros exames, como ultrassonografia, tomografia, ecocardiograma, endoscopia e colonoscopia, estão sendo realizados normalmente e dentro do período esperado.

Barbeiro acredita que, com a abertura das unidades de saúde, a demanda pelos exames cresça. Por isso, a Secretaria de Saúde está se preparando para o aumento. “Mesmo durante o período mais crítico da pandemia, a Saúde não parou, mas os exames tiveram uma redução para atender às recomendações das autoridades sanitárias, como a diminuição da ocupação nas salas de espera. Agora, tudo está voltando à normalidade, então, o número tende a crescer”, completa.

O secretário esclarece que a demanda pelos exames não cresceu de maneira alarmante durante a pandemia porque o atendimento diminuiu, mas houve acúmulo na fila de espera por procedimentos. Segundo ele, a pasta conseguiu ajustar a situação e, atualmente, como já mencionado, apenas a ressonância magnética está se mostrando um problema. As cirurgias, no geral, também começaram a acumular: cerca de 150 pessoas estão aguardando agendamento.

Ainda de acordo com Conti, o Programa Fila Zero, criado em 2017, no início do governo do prefeito Anderson Prado de Lima (DEM), com o objetivo de eliminar as filas para consultas, exames e procedimentos cirúrgicos no município, deve ser substituído por mutirões. Basicamente, o objetivo é o mesmo, mas a mudança visa derrubar a ideia equivocada de que as filas irão acabar após a ação, pois a demanda por determinados procedimentos é constante.

Ciente de que a procura por exames e cirurgias sempre vai existir e, mais do que isso, tem aumentado, Barbeiro destaca que a saúde pública requer esforço contínuo. “A procura pelo SUS (Sistema Único de Saúde) aumentou, enquanto houve queda na busca pela saúde particular. Levando isso em consideração, a Saúde nunca parou e não vai parar. Vamos ampliar cada vez mais os nossos atendimentos, especialidades e cirurgias”, finaliza o secretário. 


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