Prado vai a Brasília cobrar solução para falta de kit intubação

Prefeito embarcou na manhã desta terça-feira (30), acompanhado de Suéllen Rosim e Ivan Cassaro, prefeitos de Bauru e Jaú

Diante da escassez de medicamentos indispensáveis para o tratamento de pacientes que necessitam de intubação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do PAC-19 (Pronto Atendimento à Covid-19), além da falta de providências por parte do Governo do Estado de São Paulo, o prefeito Anderson Prado de Lima (DEM) viajou a Brasília para cobrar um posicionamento do Governo Federal. O chefe do Poder Executivo de Lençóis Paulista embarcou na manhã desta terça-feira (30), acompanhado de Suéllen Rosim (PATRI), prefeita de Bauru, e Ivan Cassaro (PSD), prefeito de Jaú.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista, os prefeitos participam de duas audiências ainda nesta terça-feira. Na primeira, marcada para as 16h30, eles se reúnem com o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto. Na segunda, prevista para as 18h, a conversa é com Deborah Virginia Macedo Arôxa, secretária especial de Assuntos Federativos. Os encontros foram marcados pelos deputados federais Carla Zambelli (PSL) e Rodrigo Agostinho (PSB).

A movimentação dos prefeitos surge em meio ao pior momento enfrentado pela região desde o início da pandemia, principalmente em Lençóis Paulista, onde, além da alta ocupação hospitalar, já tem faltado medicamentos e insumos para a manutenção do tratamento de pacientes com quadros mais agravados. O grave problema veio a público no último domingo (28), quando dois pacientes chegaram morrer por falta de bloqueador neuromuscular no PAC-19, apesar de a Secretaria de Saúde ter requisitado a reposição ao DRS (Departamento Regional de Saúde) de Bauru dois dias antes.

O caso chegou a parar na Justiça, após o Ministério Público, acionado pela Prefeitura Municipal, mover uma Ação Civil Pública cobrando providências. Em decisão proferida em caráter liminar ainda na noite do domingo (28), a juíza Marina Freire, da 32ª Circunscrição Judiciária de Bauru, determinou que o Governo do Estado, em até em quatro horas após a notificação, enviasse os medicamentos do chamado kit intubação ou promovesse a transferência de pacientes em, no máximo oito horas, sob pena de multa de R$ 3 milhões e responsabilização criminal.

Até na manhã desta terça-feira, apenas as 700 ampolas de sedativos e relaxantes musculares, emprestadas pelo Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu, haviam chegado ao Hospital Nossa Senhora da Piedade. Dois pacientes já precisaram ser transferidos para hospitais de Bauru e Botucatu por falta de insumos. De manhã, o Hospital Piedade tinha 19 pessoas internadas na UTI e 38 na enfermaria. O DRS solicitou dados dos pacientes para que, se necessário, eles sejam incluídos na fila de transferência da CROSS (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde).

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