Instituto coloca Lençóis em 101° lugar em preparo para a longevidade

Apesar do bom resultado, cidade aparece atrás de vizinhas como Agudos e Barra Bonita

O Instituto de Longevidade Mongeral Aegon lançou a segunda edição do IDL (Índice de Desenvolvimento Urbano para a Longevidade), que tem como objetivo avaliar o preparo dos maiores municípios brasileiros para a longevidade da população. Presente no estudo, Lençóis Paulista está em 101° lugar no ranking de cidades pequenas, que é composto por municípios até 104 mil habitantes, aproximadamente. Os resultados levam em consideração 50 indicadores em sete variáveis, que são enumeradas de 0 a 100.

Apesar de o resultado ser considerado satisfatório, Lençóis Paulista está atrás de algumas cidades menores da microrregião, como Agudos (66º lugar) e Barra Bonita (25º), e à frente apenas de Pederneiras (109º). A pior das sete variáveis lençoenses avaliadas pelo Instituto é Habitação, com valor total de 27,7. Já a melhor, com valor de 92,1, é a variável Indicadores Gerais, com melhor distribuição de renda, menores índices de violência, trânsito menos violento, menor desemprego e melhor expectativa de vida.

Já entre os municípios considerados grandes no levantamento, ou seja, com mais de 104 mil habitantes, o destaque da região fica para Bauru (18º no ranking), Botucatu (27º) e Jaú (30º).

LONGEVIDADE

Para a gerontóloga Nádia Placideli Ramos, diversos fatores contribuem para a longevidade. “A genética, sem dúvidas, influencia na longevidade, porém, outros fatores são muito importantes, tais como culturais, étnicos, econômicos. E existem também os fatores que podemos controlar, como adoção de hábitos de vida saudáveis, alimentação balanceada, atividade física, e estar em lugares e com pessoas que lhe façam bem. O quanto antes começarmos a refletir sobre nosso processo de envelhecimento, maior sucesso teremos”, avalia.

Segundo a especialista, o Poder Público tem papel fundamental para que os índices de longevidade cresçam. “É de extrema importância avançarmos na construção de ‘cidades amigas dos idosos’, um manual da OMS (Organização Mundial da Saúde), que sugere ações a serem implementadas para construção de cidades com acessibilidade, através de ofertas de atividades diversificadas que englobem esporte, cultura, educação, saúde e convivência social, trazendo a figura do idoso como protagonista e contribuindo para o empoderamento dessa população, que muitas vezes é vista como pessoas estritamente doentes, que necessitam de cuidados e que não podem decidir pelos seus atos”, completa.

MAIS SOBRE O IDL

A composição geral dos rankings do IDL é baseada em sete variáveis: Indicadores Gerais, Cuidados de Saúde, Bem-Estar, Finanças, Habitação, Educação e Trabalho e Cultura e Engajamento. Em cada variável, múltiplos indicadores são analisados. Para obter as sete variáveis, o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon parte da estrutura da primeira edição do IDL, que continha 65 indicadores. Tendo em vista a indisponibilidade de oito desses indicadores, o Instituto coletou dados para 57 indicadores para, finalmente, obter um modelo parcimonioso composto por 50 indicadores em 2020.

O IDL utiliza os dados publicamente disponíveis, oriundos de fontes oficiais, como ANS (Agência Nacional de Saúde), IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Ministério das Comunicações, Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Ministério da Fazenda, Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Tesouro Nacional; além de instituições e órgãos como FGV (Fundação Getulio Vargas) e Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Serviço Nacional do Comércio e IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação).

“O papel do IDL é ser uma ferramenta prática que contribua diretamente para que os gestores públicos desenvolvam políticas que melhorem a qualidade de vida nas cidades. Da mesma forma, é um importante aliado para que a sociedade conheça de forma objetiva a realidade de seus municípios e, com isso, possa escolher melhor os seus próximos representantes, principalmente em um ano de eleição municipal”, explica Henrique Noya, diretor-Executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon.

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