Detecção precoce do câncer de mama pode salvar vidas

Sirlei descobriu o tumor durante o autoexame; curada, ela relembra batalha contra a doença

Em outubro, a campanha Outubro Rosa, ajuda a conscientizar e compartilhar informações sobre o câncer de mama, que, segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional de Câncer), deve acometer 66.280 mulheres em cada ano do triênio 2020/2022. A projeção corresponde a um risco estimado de 61,61 novos casos para cada 100 mil mulheres. Depois dos tumores de pele não melanoma, o câncer de mama ocupa a primeira posição em todas as regiões brasileiras.

Alguns fatores de risco aumentam a incidência, como ter mais de 50 anos, histórico de câncer na família, sobrepeso e sedentarismo, mas quem não se encaixa no perfil não está livre da doença. É o caso da Sirlei Rezende Flaccetto, de 50 anos, que descobriu o câncer de mama aos 42. “Comecei a ter dores nas articulações, ossos, fraqueza, falta de apetite e menstruação desregulada. Pensei que era cansaço e estresse, mas como não melhorava marquei uma consulta com o meu médico”, conta.

Enquanto aguardava chegar o dia do atendimento, Sirlei, como de costume, fez o autoexame da mama durante o banho. Foi então que percebeu um nódulo na região. “Na hora, senti que eu teria que enfrentar uma batalha”, relembra. Ao notar o nódulo, Sirlei, que trabalha na área de zeladoria, pediu urgência no atendimento e a confirmação da doença veio após fazer e refazer diversos exames clínicos. “Era um sarcoma maligno de 4º grau”, conta.

O toque das mamas é fundamental para que a mulher possa conhecer melhor o próprio corpo e identificar alterações. O autoexame deve ser feito todos os meses, entre o 3° e o 5° dia depois da menstruação, que é quando as mamas estão mais flácidas e indolores. É importante fazer a avaliação de três formas: em frente ao espelho, deitada e em pé. Apesar de o autoexame não substituir o exame clínico realizado por um especialista, ele é um sinal de que é preciso agendar uma consulta.

TRATAMENTO

Sirlei foi encaminhada para tratar o câncer no Hospital Amaral Carvalho, de Jaú. Diagnosticada em 13 de agosto de 2012, a cirurgia foi marcada para 21 de setembro. Após retirar parte da mama, em quinze dias ela começou a quimioterapia. Foram seis meses de aplicações a cada 20 dias e depois mais um mês de radioterapia, com sessões diárias. Segundo ela, meses que pareciam uma eternidade. “Tive muitas reações. Vômito, mal estar, dores, câimbras, queda de cabelo”, relembra.

Entre tantas dificuldades, Sirlei conta que buscou forças na fé e na filha Larissa Flaccetto Silva, hoje com 31 anos. “Perdi meu marido com leucemia, a Larissa tinha três anos. Durante o meu tratamento, um dia ela falou ‘já não tenho pai, não quero ficar sem a mãe. Não desista’. Aquilo foi uma injeção de ânimo, de amor e desde aquele dia tive forças para lutar”. Os meses seguintes não foram fáceis, mas Sirlei conseguiu lidar com a doença. “A gente tem que ter controle na mente para não desanimar”, ensina.

A CURA

A notícia de que havia vencido o câncer veio como um alento para a família. “Na hora ajoelhei no chão e chorei. Me senti como se estivesse nascendo de novo”, diz emocionada. Segundo pesquisa do hospital A.C. Camargo, quando o tumor é combatido em um estágio inicial as chances de sucesso alcançam quase 100%, como no caso de Sirlei. “Por isso é importante fazer o autoexame, ir ao médico para exames preventivos. Foi graças ao que algumas pessoas chamam de ‘neura’ que salvei minha vida”, diz.

Hoje, passados oito anos do diagnóstico, ela ainda convive com algumas sequelas do tratamento e faz acompanhamento a cada seis meses. “É difícil pegar veia para aplicar medicamento, minhas unhas não são mais as mesmas e faço tratamento de complicações que tive no intestino e no fígado”, diz. Mas, segundo ela, esses são detalhes que não a impedem de ter alegria de viver e de orientar outras mulheres sobre a importância de cuidar da saúde.

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