Agudos supera quase todas as metas estabelecidas para vacinação contra pólio

A mobilização vai até o dia 30 de outubro, mas as metas estabelecidas para a cobertura vacinal já foram atingidas

Agudos atingiu ontem praticamente todas as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite para crianças de até 5 anos. A mobilização vai até o dia 30 de outubro, mas segundo dados da Vigilância Epidemiológica do município, as metas estabelecidas para a cobertura vacinal já foram atingidas, com exceção das crianças com um ano, cuja cobertura ficou em 96,88%, mas deve chegar a 100% até o final da campanha.

De acordo com a Vigilância, nos últimos anos têm sido comum o município atingir as metas definidas para a cobertura vacinal. “Temos uma equipe maravilhosa, que se empenha em trabalhar em prol do bem comum. Por isso acredito que os resultados das nossas campanhas sejam sempre tão bons”, disse Elaine Cristina Souza.

No parcial divulgada pelo Ministério da Saúde ontem, entre as crianças com um ano, a meta era de 577 doses e foram feitas 559, o que representa 96,88%, um percentual que deve atingir 100% até o final da campanha. Nos demais públicos-alvo, entre as crianças de dois anos, a meta era de 462 vacinas, mas foram feitas 478 doses; para crianças de três anos, a meta era de 451 doses, mas foram vacinadas 502 crianças; entre crianças de quatro anos, a meta era de 451 doses, mas foram feitas 468, e finalmente, para crianças de cinco anos, a estimativa era de vacinar 1.941 crianças, mas foram vacinadas 2007.

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção. Não existe tratamento específico para a poliomielite, todas as pessoas contaminadas devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico. Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça e no corpo, vômitos, espasmos e rigidez na nuca. Na forma paralítica, ocorre a súbita deficiência motora, acompanhada de febre, flacidez e assimetria muscular e persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

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