Região volta para a Fase Vermelha e terá que fechar tudo

Novas regras valem a partir da segunda-feira (25), Prado deve dar detalhes em coletiva no domingo (24)

O governador João Doria (PSDB) anunciou no início da tarde dessa sexta-feira (22) o rebaixamento da região de Bauru e outras cinco regiões do estado para a Fase Vermelha do Plano São Paulo, além da manutenção da região de Marília com as restrições mais pesadas no programa de retomada gradual das atividades econômicas durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A medida, que passa a vigorar a partir da segunda-feira (25), permite o funcionamento apenas das atividades consideradas essenciais, como farmácias, supermercados e padarias.

Com a reclassificação dessa sexta-feira, a terceira em apenas 15 dias, o estado passou a ter sete regiões na Fase Vermelha. Além de Bauru e Marília, foram rebaixadas as regiões de Barretos, Franca, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté. As outras 10 regiões estão na Fase Laranja. Araraquara, Baixada Santista, Campinas, Grande São Paulo e São João da Boa Vista foram rebaixadas da Fase Amarela. Já Araçatuba, Piracicaba, Ribeirão Preto, Registro e São José do Rio Preto já haviam sido reclassificadas e permaneceram sem alteração.

TODOS NO VERMELHO

Outra dura medida imposta para tentar frear o aumento do número de casos, internações e mortes no estado foi a inclusão de todas as regiões na Fase Vermelha após as 20h, em dias úteis, e integralmente aos finais de semana. As medidas devem vigorar até o dia 7 de fevereiro. Até lá, nenhuma região poderá avançar às fases mais flexíveis em relação ao atendimento presencial. “Antes que milhões de brasileiros possam ser vacinados, todos nós precisamos lidar com a dura realidade que a pandemia nos impõe neste momento”, afirmou o governador João Doria durante o anúncio.

Na teoria, a classificação para a Fase Vermelha implica no fechamento de bares, restaurantes e comércio em geral. Como houve no início da quarentena, ainda entre o final de março e o início de abril do ano passado, a autorização para o funcionamento vale apenas para as atividades consideradas essenciais, como farmácias, supermercados e padarias, que devem seguir os rigorosos protocolos recomendados pelas autoridades da área da saúde no que diz respeito às barreiras sanitárias (uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento), horários e limite de acesso de clientes.

DE MÃOS ATADAS

Procurado pela reportagem, o prefeito Anderson Prado de Lima (DEM), que na quinta-feira (21) foi a São Paulo em uma comitiva com outros prefeitos da região para uma audiência com o secretário de Desenvolvimento Regional Marco Vinholi, lamentou o rebaixamento, mas disse que deve seguir a determinação por não poder contrariar uma decisão superior, no caso do Governo do Estado. “Seguiremos o Plano São Paulo por questões constitucionais, jurídicas e sanitárias, com o diálogo aberto aos setores da economia. O alento é a vacina, mas ainda é preciso a conscientização. Muitas pessoas estão morrendo e os índices pandêmicos estão elevados”, disse Prado.

Ainda sobre o tema, o prefeito revelou que diante do alto índice de ocupação hospitalar na região a Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista deve colocar em prática um plano emergencial a partir dos próximos dias. “Manteremos todos os mecanismos de combate à pandemia em plena atividade, além disso, iremos criar mais cinco leitos semi-intensivos para não sobrecarregar o sistema, em parceria com o Hospital Nossa Senhora da Piedade, com recursos do município”, completou o prefeito, que marcou uma coletiva de imprensa para as 10h deste domingo (24), quando serão dados os detalhes sobre a nova condição.

Anderson Ferreira, prefeito de Macatuba, seguiu a mesma linha. “Um dia depois do início da vacinação temos nossa região rebaixada para a Fase Vermelha. Ou seja, saímos da expectativa e euforia por dias melhores para a realidade de que ainda há um longo caminho pela frente. Nenhum gestor público gosta de tomar atitudes que possam comprometer a economia de sua cidade, porém, temos que entender o momento delicado e acatar a decisão do Governo do Estado de São Paulo, que é soberano sobre qualquer município. Vamos nos reunir com o Comitê Covid-19 e, na segunda-feira (25), devemos publicar o decreto para regulamentar essa nova fase”, destacou.

destaques