Região de Bauru avança no Plano SP

AVANÇOU – Governador João Doria anunciou o avanço da Região Administrativa de Bauru para a fase amarela do Plano São Paulo (Foto: Divulgação)

A Região Administrativa de Bauru está de volta à fase 2 (laranja) do Plano São Paulo, projeto que prevê a retomada gradativa das atividades econômicas no estado durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O anúncio foi feito ontem (10) pelo governador João Doria (PSDB), durante coletiva de imprensa realizada no Palácio dos Bandeirantes. Na prática, a fase laranja é de grande controle, mas há a possibilidade de aberturas com restrições. A nova regra começa a valer a partir de segunda-feira (13).
Os municípios pertencentes à Região Administrativa de Bauru devem publicar neste final de semana os seus respectivos decretos para regulamentar a decisão. Mas o que já se sabe, de acordo com o próprio Plano São Paulo, é que serão estipuladas regras de higiene, limite de pessoas no estabelecimento e horários de funcionamento (neste último caso, houve uma mudança estabelecida pelo Governo do Estado na semana passada. Os estabelecimentos poderão funcionar por seis horas diárias, duas horas a mais do que o permitido anteriormente. Porém, ao fazer opção pela mudança, terão que fechar durante três dias da semana.
O governo utiliza cinco indicadores de saúde para classificar as regiões por cores. São eles: ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Covid-19 e leitos de enfermaria Covid-19 à disposição a cada 100 mil habitantes (capacidade hospitalar), variação de casos, variação de internações e variação de óbitos (evolução da epidemia). Daqui a 14 dias, caso haja um avanço nos indicadores de saúde, a Região Administrativa de Bauru poderá avançar de fase. Em caso de piora na situação, o rebaixamento acontecerá na próxima semana. 
Houve certa apreensão por parte dos prefeitos diante da série de rebaixamentos ocorridos nas últimas semanas. No entanto, o avanço anunciado ontem traz um tom de alívio para uma possível retomada da economia. “A reclassificação da região, da fase vermelha para a fase laranja, é justa e está em consonância com o que vem pregando o Pacto Regional, que é a abertura consciente e com barreiras sanitárias para promover o fomento da economia. Além disso, a região aguardava há bastante tempo a autorização do Governo do Estado para a abertura dos 40 leitos do Hospital das Clínicas, o que oferece uma margem de retaguarda hospitalar mais segura. Vamos seguir trabalhando para preservar vidas e também manter ativa a economia das cidades de nossa região”, declara o prefeito de Lençóis Paulista, Anderson Prado de Lima (DEM).
Marcos Olivatto (PL), prefeito de Macatuba, também comemora o avanço. “Os novos casos na região diminuíram e houve um aumento no número de vagas em leitos de UTI. Diante deste cenário, o resultado só podia ser este. Na fase laranja, temos condições de flexibilizar um pouco mais. Tenho certeza que em pouco tempo vamos atingir o platô (estabilização de novos casos) e vamos para a fase amarela, caminhando para a reabertura total das atividades não essenciais. Aproveito para pedir ajuda à população, para que a mesma não faça aglomerações, use máscara e álcool em gel, respeite as regras. Com a colaboração de todos, tudo vai passar”, comenta.
Além da Região Administrativa de Bauru, outras oito regiões do estado avançaram para fases mais permissivas no Plano São Paulo. São elas Presidente Prudente, Sorocaba, Marília e Piracicaba (foram da fase vermelha para a fase laranja), Registro (saiu direto da fase vermelha para a fase amarela), a Baixada Santista e as regiões Oeste e Leste da Grande São Paulo (evoluíram da fase laranja para a fase amarela). Outro destaque foi a cidade de São Paulo, que pela terceira semana seguida se manteve na fase amarela, que permite a abertura de bares, restaurantes e salões de beleza. Mantiveram-se na fase vermelha, a mais restrita em que apenas atividades essenciais estão liberadas, as regiões de Araçatuba, Franca, Ribeirão Preto e Campinas.
CINCO FASES DO PLANO SÃO PAULO
– Fase 1, vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais
– Fase 2, laranja: controle, possibilidade de aberturas com restrições
– Fase 3, amarela: abertura de um número maior de setores
– Fase 4, verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3
– Fase 5, azul: “Normal controlado” – todos os setores em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene
Comércio ensaia retomada em todo o Brasil
Após tombo recorde em abril, as vendas do comércio varejista cresceram 13,9% em maio, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em janeiro de 2000.
Apesar do forte avanço, o resultado de maio foi insuficiente para o setor se recuperar da perda de 19,1% no acumulado em março (-2,8%) e abril (-16,3%), diante dos impactos da pandemia de coronavírus e das medidas de isolamento social.
Na comparação com maio de 2019, o varejo brasileiro teve queda de 7,2%, terceira taxa negativa consecutiva, evidenciando o nível ainda bem baixo da atividade do setor.
O IBGE revisou o resultado de abril. A queda foi de 16,3%, e não de 16,8% como divulgado anteriormente. Já o recuo de março foi atualizado para uma queda de 2,8%, acima da leitura inicial de recuo de 2,5%. 
O resultado veio acima do esperado pelo mercado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 6% na comparação mensal e de queda de 12,1% sobre um ano antes.
No acumulado do ano, o varejo registra queda de 3,9%. Já em 12 meses, o setor mostrou perda ainda maior de ritmo, ao passar de uma alta de 0,6% em abril para variação zero em maio. Com o resultado de maio, o patamar atual de vendas está 12,3% abaixo do recorde alcançado em outubro 2014.
Já a receita nominal do varejo brasileiro cresceu 9,9% em maio, em relação a abril, mas caiu 5,2% ante maio de 2019.

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