Lençóis ultrapassa marca de 25 mil pessoas com emprego formal

Número representa 36,35% da população local; apenas neste ano, foram abertas 1.419 vagas

Pelo décimo mês consecutivo, Lençóis Paulista registrou saldo positivo na geração de emprego no mercado formal. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério da Economia, a cidade fechou o mês de fevereiro com 599 novas vagas com registro em Carteira de Trabalho (1.769 contratações e 1.170 demissões), mantendo o bom desempenho que vem sendo observado desde meados de 2019.

A última vez que o número de demitidos superou o de contratados foi em abril de 2020, quando foram encerradas 452 ocupações (515 contratações e 967 demissões). Na ocasião, impactados pelo início da quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), quatro setores da economia local registraram saldo negativo: indústria (-225), construção (-84), comércio (-78) e serviços (-67). A exceção foi a agropecuária, que abriu duas vagas.

NO MÊS

O destaque de fevereiro foi a indústria, que registrou superávit de 308 vagas (621 contratações e 313 demissões). Depois apareceram construção, serviços e comércio, que criaram 194 (634 contratações e 440 demissões), 79 (293 contratações e 214 demissões) e 27 postos de trabalho (195 contratações e 168 demissões), respectivamente. Apenas a agropecuária ficou no vermelho, com nove empregos perdidos (26 contratações e 35 demissões).

JANEIRO

Em janeiro, de acordo com os dados ajustados, o município registrou saldo positivo de 820 empregos (2.086 contratações e 1.266 demissões). Indústria, construção e serviços fecharam com alta de 406 (776 contratações e 370 demissões), 268 (676 contratações e 408 demissões) e 167 vagas (424 contratações e 257 demissões). Comércio e agropecuária tiveram perda de 19 (170 contratações e 189 demissões) e duas ocupações (40 contratações e 42 demissões), respectivamente.

ACUMULADO

Os dados consolidados apontam que o município acumula alta de 1.419 ocupações em 2021 (3.855 contratações e 2.436 demissões). A indústria lidera o ranking com 714 empregos criados (1.397 contratações e 683 demissões), seguida por construção, com 462 (1.310 contratações e 848 demissões), serviços, com 246 (717 contratações e 471 demissões), e comércio, com oito vagas (365 contratações e 357 demissões). Já a agropecuária perdeu 11 postos (66 contratações e 77 demissões).

ESTOQUE

Em relação ao estoque de empregos formais, o resultado de fevereiro representa crescimento de 2,45% sobre janeiro, com o total de trabalhadores com vínculo formal chegando a 25.078. A maior alta foi da construção (3,96%), seguida por indústria (3,59%), serviços (1,51%) e comércio (0,68%) – a agropecuária teve retração (-0,51%). Os dados apontam que a cidade emprega 8.897 pessoas na indústria, 5.318 no setor de serviços, 5.087 na construção, 4.013 no comércio e 1.763 na agropecuária.

Os empregos com Carteira de Trabalho registrada representam 36,35% da população local, estimada em 68.990 habitantes pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual está bem acima do observado no estado de São Paulo (28,01%) e no Brasil (18,97%), o que confirma a força da economia local, que, segundo Paulo Ferrari, secretário de Desenvolvimento Econômico do município, é favorecida por diversos fatores.

“Lençóis é uma cidade pujante, com muitas empresas de setores diversificados, que congrega uma economia triunfal com suas indústrias promissoras, comércio estabelecido e moderno, setor agro em franco desenvolvimento. Esses fatores são determinantes para a razão do crescimento econômico da cidade. São empreendimentos com capital fechado, o que assegura que seus lucros e investimentos se renovem e fiquem no município”, diz.

Para ele, manter a evolução requer foco em todo o ciclo de desenvolvimento, que favorece o trabalho e a geração de renda e, consequentemente, o consumo e a produção. “Atuamos junto aos pilares da sustentabilidade econômica, que são os empreendedores, os trabalhadores e as políticas públicas. Incessantemente, estamos buscando empresas sustentáveis, proteção e criação de empregos, que, fundamentalmente, nos levem ao êxito ambiental, financeiro e econômico”, completa.

Outro ponto destacado pelo secretário é o alto número de empreendedores e trabalhadores autônomos, que não aparecem nas estatísticas do Caged. “A cada divulgação do Caged, o que impressiona é a apuração real ser acima do planejado. Lençóis fechou o mês de fevereiro com mais de 25 empregados com Carteira assinada, mas outro dado que precisamos enaltecer é que temos 7.941 empreendimentos no município, o que inclui empresas e autônomos”, finaliza.

Macatuba criou 34 ocupações no mês

Após baixas em dezembro (-80) e janeiro (-30), Macatuba voltou a registrar saldo positivo na geração de emprego em fevereiro, abrindo 34 novas vagas no mercado formal (134 contratações e 100 demissões). O resultado aponta variação de 1,01% no estoque de empregos em relação a janeiro, com o total de registros em Carteira de Trabalho chegando a 3.408.

O destaque do mês ficou com o setor de serviços, a indústria e o comércio, que criaram 17 (43 contratações e 26 demissões), 15 (52 contratações e 37 demissões) e 10 postos (26 contratações e 16 demissões), respectivamente. Na outra ponta, construção e agropecuária perderam sete (13 contratações e 20 demissões) e uma vaga (nenhuma contratação e uma demissão).

Os números deixam o município com saldo positivo de quatro empregos no acumulado deste ano (271 contratações 267 demissões). O melhor desempenho é do setor de serviços, que gerou 25 postos de trabalho (73 contratações e 48 demissões). O pior saldo é da indústria, que teve 38 vagas encerradas nos dois primeiros meses de 2021 (101 contratações e 139 demissões).

Areiópolis acumula déficit de 32 vagas em 2021

Areiópolis segue com retração em 2021. Depois de registrar saldo negativo de cinco ocupações em janeiro, a cidade perdeu 27 empregos em fevereiro (24 contratações e 51 demissões). A queda foi impulsionada pela agropecuária, que encerrou 28 postos de trabalho (sete contratações e 35 demissões).

O comércio fechou quatro vagas (cinco contratações e nove demissões). Já a indústria criou cinco postos (cinco contratações e nenhuma demissão). O setor de serviços terminou com saldo de zero (sete contratações e sete demissões), o mesmo que a construção, que não registrou movimentação no mês.

No ano, o déficit acumulado é de 32 vagas (36 contratações e 68 demissões), com a agropecuária com o pior desempenho, com 36 empregos perdidos (oito contratações e 44 demissões). A indústria tem o melhor índice, com seis vagas abertas (sete contratações e uma demissão).

Os dados atualizados pelo Ministério da Economia revelam que o estoque de emprego sofreu queda de 2,53% em relação a janeiro, com o número de pessoas com registro em Carteira de Trabalho totalizando 1.041, o que representa apenas 9,33% do total de 11.158 habitantes.

Borebi tem ligeira piora em relação a janeiro

Com o nível de ocupação se mantendo estável em janeiro (zero de saldo), Borebi teve uma pequena piora em fevereiro, contabilizando déficit de dois empregos no mercado formal (18 contratações e 20 demissões), em boa parte, pelo desempenho da agropecuária, que perdeu cinco vagas (10 contratações e 15 demissões).

O setor de serviços também teve queda, fechando duas ocupações (nenhuma contratação e duas demissões). A construção não teve movimentação. Já a indústria e o comércio abriram quatro (cinco contratações e uma demissão) e uma vaga (três contratações e duas demissões), respectivamente.

No ano, o saldo negativo de duas vagas é resultado de 47 contratações e 49 demissões, com os extremos do ranking ocupados pela indústria, que criou quatro postos (oito contratações e quatro demissões), e pelo setor de serviços, que fechou quatro vagas (cinco contratações e nove demissões).

Com queda de 0,27% em relação a janeiro, o estoque de empregos formais chegou a 752 em Borebi. A agropecuária, com 352 registros em Carteira de Trabalho, segue como maior empregadora, seguida pelo setor de serviços (212), indústria (138), comércio (49) e construção (1).

Dados sugerem tendência de recuperação no país

Demonstrando sinais de recuperação em meio à pandemia, o país acumula superávit de 659.780 vagas neste ano (3.269.417 contratações e 2.609.637 demissões), com altas em todos os setores globais da economia em janeiro e fevereiro. Em janeiro, o saldo positivo foi de 258.141 ocupações (1.574.813 contratações e 1.316.672 demissões). Em fevereiro, foram criados 401.639 postos de trabalho (1.694.604 contratações e 1.292.965 demissões).

Boa parte dos empregos criados em 2021 está no estado de São Paulo, que contabiliza saldo positivo de 203.774 vagas (1.079.390 contratações e 875.616 demissões), sendo 75.269 registradas em janeiro (515.766 contratações e 440.497 demissões) e 128.505 em fevereiro (563.624 contratações e 435.119 demissões). O estoque de empregos formais do país chegou a 40.022.748 no mês retrasado, sendo 12.443.748 no estado.

A tendência de alta também pode ser observada nas três maiores cidades da região. Bauru acumula saldo positivo de 836 postos de trabalho neste ano (9.330 contratações e 8.494 demissões). Jaú, por sua vez, registra superávit de 738 vagas no mercado formal (2.865 contratações e 2.127 demissões). Já Botucatu criou 306 empregos com Carteira de Trabalho registrada entre janeiro e fevereiro (2.828 contratações e 2.522 demissões).

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