Lençóis ultrapassa a casa de 50 mil eleitores

PREDOMINÂNCIA – Maior parte do eleitorado lençoense se concentra na faixa etária entre os 30 e 44 anos (Foto: Divulgação)

Faltam pouco mais de 80 dias para as eleições municipais, que, em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), foram adiadas para os dias 15 e 29 de novembro – apenas no dia 15 nas cidades em que não há segundo turno, como no caso das cidades da área de cobertura de O ECO. Neste ano, pela primeira vez, Lençóis Paulista terá um número de eleitores superior a 50 mil, de acordo com a atualização do eleitorado do país, divulgada recentemente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Ao todo, 50.506 pessoas com domicílio eleitoral em Lençóis Paulista estão aptas a votar neste ano. O número representa aumento de cerca de 7,21% em relação às últimas eleições municipais, em 2016, quando 47.111 eleitores locais constavam nos registros do cartório da 161ª Zona Eleitoral. Os números não incluem a vizinha cidade de Borebi, que terá os dados divulgados na edição do próximo sábado (29), juntamente com as demais cidades da região: Areiópolis e Macatuba.
Em relação ao gênero, as mulheres seguem sendo a maioria nas urnas, mas houve um pequeno aumento na comparação com 2016. Neste ano, o eleitorado lençoense se divide entre 25.896 mulheres (51,27%) e 24.610 homens (48,73%). No último pleito que escolheu prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, o sexo feminino representava 50,71% dos eleitores (23.888 pessoas), ante 49,28% do sexo masculino (23.216 pessoas) – sete pessoas não tinham informações sobre sexo no cadastro (0,01%).
Por conta da pandemia, o TSE suspendeu a identificação biométrica nas eleições, mas as informações atualizadas indicam que a cidade ainda tem um número considerável de eleitores que ainda não fizeram o cadastramento das impressões digitais. São 46.493 pessoas com biometria (92,05%) e 4.013 sem (7,95%). Em 2016, apenas 6.506 eleitores haviam passado pelo processo (13,81%); outros 40.605 ainda estavam com a situação pendente (86,19%).
Um dado que chama bastante a atenção é o aumento considerável de eleitores com algum tipo de deficiência (física, visual, auditiva, etc.) ou dificuldade para exercer o direito de voto – os detalhes não são especificados pelo TSE. Em 2016, 100 eleitores estavam cadastrados com alguma destas condições que podem requerer suporte especial no dia da votação. Neste ano, o número saltou para 429 eleitores, a maioria (199), descritos como portadores de deficiência de locomoção.
FAIXA ETÁRIA
No que diz respeito à idade, também houve mudança no perfil do eleitorado. Nestas eleições, as faixas etárias com maior representatividade são de 35 a 39 (10.87%), de 30 a 34 (10,50%) e de 40 a 44 anos (10,24%). Em 2016, os maiores grupos eram de 30 a 34 (11,55%), de 35 a 39 (11,07%) e de 25 a 29 anos (11,06%). As faixas etárias com menos eleitores se mantiveram as mesmas, porém, com pequenas variações percentuais de 2016 para 2020: de 18 a 19 (2,88% – 2,12%), de 65 a 69 (4,43% – 5,22%) e de 60 a 64 anos (5,93% – 6,80%).
Também houve uma pequena mudança entre as faixas etárias nas quais o voto tem caráter facultativo. Os jovens de 16 a 17 anos, por exemplo, estarão menos presentes nas urnas neste ano. São 168 eleitores registrados (0,33%) contra 219 (0,46%) em 2016. Em contrapartida, a quantidade de idosos com 70 anos ou mais aumentou. Serão 4.781 (9,46%) nestas eleições, contra 3.555 (7,54%) em 2016. O número de eleitores com mais de 100 anos aumentou de sete (0,01%) para 16 (0,03%), de acordo com o TSE.
ESTADO CIVIL
No que tange ao estado civil, as eleições deste ano terão maioria de eleitores casados, 24.075 (47,67%); seguidos pelos solteiros, 20.443 (40,48%); divorciados, 3.296 (6,52%); viúvos, 2.159 (4,27%); e separados judicialmente, 533 (1,06%). Em 2016, o grupo de maior representatividade era o dos solteiros, 28.236 (59,93%); seguido pelos dos casados, 16.350 (34,71%); divorciados, 1.026 (2,18%); viúvos, 787 (1,67%); separados judicialmente, 698 (1,48%); e o grupo de eleitores sem o estado civil informado no cadastro, 14 (0,03%).
GRAU DE INSTRUÇÃO
Também é possível observar mudança no perfil de instrução dos eleitores com domicílio eleitoral em Lençóis Paulista. Em 2016, a predominância era entre as pessoas com Ensino Fundamental incompleto (36,31%). Depois apareciam eleitores com Ensino Médio incompleto (23,62%), Ensino Médio completo (20,40%), Ensino Fundamental completo (6,30%), Ensino Superior completo (5,11%), Ensino Superior incompleto (3,50%), além dos que apenas sabem ler e escrever (2,87%) e dos analfabetos (1,89%).
Neste ano, os dados revelam que houve avanço em relação à escolarização da população. O maior grupo de eleitores tem Ensino Médio Completo (32,79%). Depois aparecem as pessoas com Ensino Fundamental incompleto (25,75%), Ensino Superior completo (14,11%), Ensino Médio incompleto (11,05%), Ensino Fundamental completo (6,71%), Ensino Superior incompleto (4,72%), além dos analfabetos (3,00%) e dos que declaram que sabem ler e escrever (1,87%).

destaques

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