Por dívidas de drogas, jovem é executado por tribunal do crime

Já em estado de decomposição, corpo foi encontrado em uma área de mata de Macatuba

A Polícia Civil investiga um caso de homicídio ocorrido em Macatuba. O corpo da vítima, de apenas 22 anos, foi encontrado nessa terça-feira (27), em uma cova rasa e já em estado de decomposição. Vinicius de Almeida Pereira estava desaparecido desde o dia 19 de abril. Os indícios apontam para uma execução relacionada a dívida de drogas pelo chamado tribunal do crime.

Segundo informações obtidas pela reportagem de O ECO, com o jovem desaparecido há alguns dias, a família começou uma busca independente, paralelemente ao trabalho da polícia. Após boatos de que ele havia sido assassinado e que seu corpo tinha sido descartado nas proximidades do lixão municipal, uma área suspeita foi encontrada pelos familiares.

Três buracos rasos foram localizados em uma plantação de cana-de-açúcar, que havia sido parcialmente queimada. Um pedaço de tecido chamuscado, reconhecido pela mãe da vítima como parte de suas vestes, também foi achado no local. O corpo, que estava perto dali, em uma mata que margeia o córrego dos Prados, foi encontrado por volta das 19h, por um amigo da família que suspeitou de um cheiro forte.

O corpo do jovem estava em processo de decomposição, parcialmente escondido, em meio à terra e galhos secos. A Polícia Civil suspeita que os autores do crime tentaram cavar os buracos para enterrar o corpo, mas não conseguiram porque o solo estava muito duro. Quando a primeira opção deu errado, os criminosos teriam tentado queimar a vítima junto com a cana, o que também não funcionou.

Segundo Tarcisio Abel, ex-prefeito e escrivão de polícia, a tese reforça a suspeita de que o crime não foi cometido por apenas um indivíduo, pois apenas um grupo de pessoas seria capaz de transportar o corpo da área onde os buracos foram encontrados até o local onde ele foi escondido. Ainda de acordo com ele, Vinicius de Almeida Pereira, que era dependente químico, foi executado.

“O motivo da morte foi um acerto de contas do chamado tribunal do crime, em razão de dívidas de drogas, consumidas e furtadas”, relata Abel, que também confirma que um laudo preliminar aponta que o jovem morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. “Foi uma agressão por agente contundente na cabeça, provavelmente uma paulada ou algo similar”, diz.

Um dos suspeitos pelo homicídio, que foi preso no último domingo (25) por tráfico de drogas, foi interrogado e forneceu as informações que estão norteando as investigações, que seguem sob sigilo. A Polícia Civil trabalha para identificar os envolvidos no crime, que devem responder por homicídio qualificado, associação criminosa e ocultação de cadáver.

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