Polícia Civil prende mais três suspeitos de execução de jovem de Macatuba

Equipe acredita que pelo menos nove pessoas estejam envolvidas no crime

A Polícia Civil de Macatuba prendeu, preventivamente, mais três suspeitos pelo homicídio do jovem macatubense Vinicius de Almeida Pereira, de apenas 22 anos. Outro indivíduo já havia sido preso no dia 25 de abril. A polícia acredita que pelo menos nove pessoas estejam envolvidas no crime.

O ex-prefeito e escrivão de polícia, Tarcísio Abel, afirma que as investigações continuam. “Há indícios que apontam para a participação desses quatro suspeitos no homicídio, mas há mais envolvidos. Por isso, estamos continuando com as diligências, para conseguirmos efetuar a prisão dos demais indivíduos”, explica.

Depois de ouvir os depoimentos dos novos suspeitos, que seguem sob sigilo, as investigações continuam apontando que o jovem foi executado pelo Tribunal do Crime. B.H.S.O., de 21 anos, H.R.N., de 29, e os outros dois suspeitos, que não tiveram suas informações divulgadas, negam participação no crime.

RELEMBRE O CASO

O corpo de Vinicius de Almeida Pereira foi encontrado por volta das 19h no dia 27 de abril, em uma cova rasa e já em estado de decomposição, por um amigo de sua família, que realizava uma busca independente pelo jovem. Ele estava desaparecido desde o dia 19.

Três buracos rasos foram localizados em uma plantação de cana-de-açúcar parcialmente queimada. Um pedaço de tecido chamuscado, reconhecido pela mãe da vítima, também foi achado no local. O corpo estava em uma mata às margens do córrego dos Prados, parcialmente escondido, em meio à terra e galhos secos.

A Polícia Civil suspeita que os autores do crime tentaram cavar os buracos para enterrar o corpo, mas não conseguiram porque o solo estava muito duro. Quando a primeira opção deu errado, os criminosos teriam tentado queimar a vítima junto com a cana, o que também não funcionou.

Um laudo preliminar aponta que o jovem morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. A polícia acredita que tenha sido uma agressão por agente contundente na cabeça, provavelmente uma paulada ou algo similar. O laudo do IML (Instituto Médico Legal) ainda não foi divulgado.

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