Há fortes indícios de irregularidades, diz delegado

INVESTIGAÇÃO Delegado Luiz Claudio Massa diz ver fortes indícios de irregularidade nas contas da ASP durante gestão Jonadabe – (Foto: Divulgação)

"Há fortes indícios de irregularidades". Com esta frase o delegado titular de Lençóis Paulista, Luiz Cláudio Massa, resumiu a questão da investigação do 'desaparecimento' de R$ 500 mil dos cofres da Associação dos Servidores Públicos Municipais. 
O delegado Renzo Santi Barbin preside o inquérito policial a pedido do Ministério Público (MP), de Lençóis Paulista para apurar supostas irregularidades entre maio de 2012 e outubro de 2015, durante gestão do ex-presidente, vereador Jonadabe José de Sousa.
Segundo Massa, os documentos enviados pela Promotoria, que remeteu o processo à polícia, contém “fortes indícios” de irregularidades envolvendo desconto na folha de pagamento dos servidores de valores que deveriam ter como destino o pagamento de convênios médicos, mas que não teriam sido repassados à empresa de saúde.
A diretoria que ganhou a eleição há alguns meses atrás encontrou dívidas com esse plano de saúde constatando que, embora recolhesse dos funcionários, a Associação presidida à época por Jonadabe José de Souza não teria feito o pagamento, afirma Massa.
O delegado destacou que outro ponto que será investigado no inquérito que apura eventual crime de apropriação indébita, são pagamentos feitos pela Associação dos Servidores Públicos à serralheria pertencente a familiares do ex-presidente. 
Uma das notas fiscais, segundo Massa, foi emitida no valor de R$ 12 mil. “Ainda não temos a comprovação da prestação desses serviços”, disse.
Jonadabe José de Souza nega qualquer irregularidade durante sua gestão a frente da Associação. Diz que trata-se de perseguição política. À imprensa da região, ele declarou que os valores questionados (500 mil) foram descontados da mensalidade dos servidores para pagar multa previdenciária aplicada pela Receita Federal à entidade.
Ainda segundo ele, durante sua administração a Associação entrou com um processo contra a Receita e uma liminar suspendeu o pagamento, mas o dinheiro da multa, se foi cobrado de forma irregular pela Receita, não foi devolvido à entidade.

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