Fonte anônima dá versão diferente sobre assassinato de cabeleireiro

Polícia Civil aguarda laudo do IML para seguir com investigação de homicídio ocorrido no sábado (30)

A Polícia Civil de Lençóis Paulista continua investigando o caso de homicídio que chocou a cidade na última semana. O corpo do cabeleireiro Sergio Abreu Filho, de 41 anos, foi encontrado pelo vigilante de uma empresa por volta das 9h30 do sábado (30), ao lado de um canal de vinhaça na altura do quilômetro 2 da José Benedito Dalben (LEP-040). Ele estava nu, com as roupas ao lado. A morte ocorreu entre a noite de sexta-feira (29) e a manhã de sábado.

O ECO noticiou na segunda-feira (2) que o autor do crime se entregou às autoridades e afirmou que foi ameaçado por outra pessoa na manhã de sexta-feira para que matasse a vítima. De acordo com o depoimento do indivíduo, D.R.D., de 24 anos, um homem residente em Bauru teria ido até sua casa e o ameaçado, dizendo que ele deveria assassinar Sergio e que se não o fizesse sua família seria machucada.

D.R.D. alegou que se dirigiu à casa da vítima, onde contou a respeito da ameaça. Segundo o indivíduo, Sergio não acreditou e o convidou para tomar uma cerveja. D.R.D. disse que conduziu o homem até a área rural, onde desceu do veículo e começou a agredir a vítima com socos em seu rosto até que ela desmaiasse. Abandonando o indivíduo, ele entrou no carro e fugiu.

Familiares de Sergio refutam a alegação de que o autor e a vítima saíram para tomar cerveja juntos, afirmando que o cabeleireiro ficou trabalhando até tarde em seu salão. D.R.D. chegou a ser conduzido à CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Bauru, mas foi ouvido e liberado. A Polícia Civil aguarda o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para dar seguimento às investigações.

VERSÃO CONTROVERSA

Uma fonte, que pediu anonimato, entrou em contato com a reportagem de O ECO para relatar uma versão diferente dos fatos. Segundo ela, D.R.D. chegou em casa na manhã de sábado com as roupas sujas de sangue e o rosto machucado. Questionado sobre o que havia acontecido, ele demonstrou inconstância, narrando uma versão diferente a cada vez que era abordado.

Inicialmente, o indivíduo falou para conhecidos que havia apanhado de sua mãe. Ao ser desmentido pela família, passou a afirmar que havia brigado com um homem. Ele não deu detalhes a respeito da briga, mas afirmou que o sangue era dele mesmo. 

Após prestar depoimento na CPJ, na noite de sábado, ele começou a dizer para os conhecidos que não havia assassinado a vítima. Em nova versão, ele relata que estava bebendo com Sergio quando foi assediado e resolveu ir embora. Quando chegou em casa, um homem o ameaçou para assumir a autoria do homicídio – para a polícia, ele afirmou que foi ameaçado antes da ocorrência.

A fonte ainda relatou que D.R.D. possui transtornos mentais e não toma os remédios que deveria, trocando os medicamentos pelo consumo de bebidas alcoólicas e drogas. “Ele já demonstrava um comportamento agressivo, tentou bater na própria mãe. Também já roubou vários celulares dela, o dinheiro do Bolsa Família, já vendeu o guarda-roupa… ele estava viciado no crack”, conta a fonte.


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