Crise hídrica se agrava na bacia do Rio Lençóis

Segundo CBH-RL, redução do volume já atingiu a casa dos 52%; déficit pluviométrico acumulado é de 1,6 mil milímetros

O CBH-RL (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis) divulgou, na tarde desta quarta-feira (29), um comunicado atualizando a situação da grave crise hídrica que afeta a região – e todo o país. De acordo com o órgão, o Rio Lençóis e seus mais de 50 afluentes situados em sete municípios (Agudos, Borebi, Lençóis Paulista, Macatuba, Areiópolis, São Manuel e Igaraçu do Tietê), já perdeu mais da metade do volume.

“A redução do volume útil da área da bacia hidrográfica, considerando toda contribuição da montante (no sentido da nascente) aumentou para 52%, sendo considerada de nível crítico. A capacidade de geração de energia elétrica está completamente comprometida e as concentrações de matéria orgânica já são percebidas em alto nível ao longo dos cursos d’águas”, diz a nota.

Ainda segundo o CBH-RL, esta já é a maior crise hídrica dos últimos 100 anos e a situação pode piorar caso não chova em outubro. “O déficit pluviométrico acumulado fechará o mês de setembro em 1.603 milímetros. Caso as cotas de chuvas previstas para mês de outubro não sejam alcançadas, esses déficits acumulados poderão chegar ou se aproximarem de 2.000 milímetros, recordes absolutos de estiagem”.

O comitê reforça que segue gerenciando a situação por meio de medições da curva de permanência hidráulica da bacia hidrográfica, que vem sendo acompanhada por sistema de telemetria. Finalizando, o órgão pede que a população faça uso moderado dos recursos hídricos, para que a crise seja amenizada até o início das chuvas de verão, a partir de dezembro.


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