Polícia Civil prende mais três suspeitos de execução de jovem em Macatuba

De acordo com investigações, número de envolvidos pode chegar a 11

Sete suspeitos pelo homicídio do jovem macatubense Vinicius de Almeida Pereira, de apenas 22 anos, foram presos preventivamente pela Polícia Civil de Macatuba ao longo da última semana. Inicialmente, a polícia suspeitava que cerca de nove pessoas estariam envolvidas no crime, mas as investigações indicam que o número pode chegar a onze.

O ex-prefeito e escrivão da polícia, Tarcísio Abel, explica que cada um dos suspeitos declarou uma versão diferente à Polícia Civil. “Existem confissões parciais, mas todas são contraditórias. O que dá a entender é que todos estão envolvidos, mas estão querendo incriminar uns aos outros para se livrarem da culpa”, comenta.

No dia 25 de abril, L.F.M., de 27 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas. Com o decorrer das investigações, a polícia o identificou como um dos suspeitos pela execução de Pereira. Ao longo dos dias, mais seis suspeitos foram encontrados: V.N.M., de 31 anos; C.F.F.S., de 21 anos; A.H.T.S., de 21 anos; B.H.S.O., de 20 anos; H.R.N., de 29 anos; e C.L.M., de 18 anos.

RELEMBRE O CASO

O corpo da vítima foi encontrado por volta das 19h do dia 27 de abril, em uma cova rasa e já em estado de decomposição, por um amigo da família do jovem, que realizava uma busca independente, paralelamente ao trabalho da polícia. Ele estava desaparecido desde o dia 19 do mesmo mês.

Três buracos rasos foram localizados em uma plantação de cana-de-açúcar, que havia sido parcialmente queimada. Um pedaço de tecido chamuscado, reconhecido pela mãe da vítima como parte de suas vestes, também foi achado no local. O corpo estava perto dali, em uma mata que margeia o córrego dos Prados, parcialmente escondido, em meio à terra e galhos secos.

A Polícia Civil suspeita que os autores do crime tentaram cavar os buracos para enterrar o corpo, mas não conseguiram porque o solo estava muito duro. Quando a primeira opção deu errado, os criminosos teriam tentado queimar a vítima junto com a cana, o que também não funcionou.

Um laudo preliminar aponta que o jovem morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. A polícia acredita que tenha sido uma agressão por agente contundente na cabeça, provavelmente uma paulada ou algo similar.

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