Juíza nega pedido de Marise para suspensão de divulgação de pesquisa

Sem elementos factíveis, candidato a prefeito acusa O ECO de fraude; ele aparece em segundo, bem atrás do atual prefeito Prado, que concorre à reeleição

A juíza eleitoral Natasha Gabriella Azevedo Motta indeferiu um pedido de tutela de urgência para a suspensão da divulgação dos resultados de pesquisa de intenção de voto publicada nesta sexta-feira (13) na edição impressa e nos canais digitais de O ECO. Na decisão acerca do pedido feito pela coligação “O melhor para Lençóis”, do candidato a prefeito José Antonio Marise (PSDB), a magistrada indica ausência de elementos que sustentem acusação de fraude contra a pesquisa.

Na ação, os advogados que representam a coligação “O melhor para Lençóis” sugerem prática de fraude na pesquisa com o objetivo de prejudicar o candidato Marise e beneficiar seu principal adversário, o prefeito Anderson Prado de Lima (DEM), que concorre à reeleição para o cargo máximo do Poder Executivo. O argumento utilizado pela assessoria jurídica de Marise é que a amostragem da pesquisa não indicaria de forma representativa as intenções de voto do eleitorado local.

No site de consultas de pesquisas eleitorais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a pesquisa contratada pela Editora e Jornal Folha Popular, responsável pela publicação de O ECO, realizada pela Ideal Pesquisa e Desenvolvimento Estratégico, e registrada sob o número SP-05938/2020, descreve, por conta de um erro de digitação, que foram entrevistados 10 eleitores com domicílio eleitoral em Lençóis Paulista. Na verdade, 10 foi o número de entrevistadores, que ouviram 950 entrevistados.

Conforme descrito explicitamente nas matérias publicadas tanto na edição impressa quanto no site de O ECO, foram realizadas 950 entrevistas pessoais domiciliares entre a segunda-feira (9) e a terça-feira (10), de acordo com divisão setorial censitária definida pelo Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), bem como o perfil do eleitorado lençoense informado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Para assegurar a representatividade da amostragem foram considerados parâmetros percentuais específicos para cada grupo, no que diz respeito à localização geográfica, gênero, faixa etária, nível econômico e grau de instrução dos eleitores entrevistados. Os padrões se baseiam em informações oficiais dos órgãos citados. A margem de erro para o total da amostra é de 3,1% para mais ou para menos, para um coeficiente de confiança de 95%.

Em relação ao erro de digitação no campo “Entrevistados”, que foi confundido com “Entrevistadores” no momento do registro, um pedido de correção foi feito previamente pela empresa contratada para a realização da pesquisa. À Justiça Eleitoral, dois dias antes da publicação do resultado, já havia sido dada ciência do ocorrido. O protocolo foi registrado junto à Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE e será encaminhado à 161ª Zona Eleitoral com os devidos esclarecimentos sobre a questão.

DECISÃO

NEGADO – Marise tenta suspender divulgação de resultado de pesquisa de intenção de voto, mas tem pedido negado pela Justiça Eleitoral (Foto: Reprodução)

Ao analisar a acusação da coligação “O melhor para Lençóis”, do candidato a prefeito José Antonio Marise (PSDB), a juíza Natasha Gabriella Azevedo Motta, responsável pela 161ª Zona Eleitoral, cita que “Em sede de cognição sumária, verifica-se que não obstante o registro da pesquisa no PesqEle do Tribunal Superior Eleitoral pelo representado com a menção de que foram 10 os eleitores entrevistados, o que poderia não representar, em tese, o perfil do eleitor de Lençóis Paulista, que conta com cerca de 50.000 eleitores, certo é que da publicação da pesquisa nesta data pelo representado constou terem sido 950 os entrevistados por 10 entrevistadores, a demonstrar possível erro no preenchimento do registro da pesquisa”.

Continuando seu embasamento, a magistrada cita que “[…] do registro constou terem sido 10 as regiões abrangidas pela pesquisa, que apontou no campo metodologia que a aplicação do questionário seria feita ‘baseando-se na divisão dos setores censitários do município pelo Censo IBGE 2010 e na divisão do eleitorado definida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Amostra estratificada através de sistema de cotas pré-definidas’, incompatível com a abordagem a apenas 10 entrevistados”.

Prosseguindo, a juíza conclui que “[…] a aplicação da pesquisa em um universo de 51% de entrevistados do sexo feminino e 49% do sexo masculino, bem assim a divisão em faixas etárias, graus de escolaridade e renda mensal demonstra, repito, neste juízo de cognição sumária, a impossibilidade matemática de realização da pesquisa com apenas 10 entrevistados em 10 regiões da cidade. Destarte, ausente a probabilidade do direito, INDEFIRO a tutela de urgência pugnada”.

A PESQUISA

Na pesquisa, feita entre a segunda-feira (9) e a terça-feira (10), foram ouvidos 950 eleitores com domicílio eleitoral em Lençóis Paulista. Para saber em quem o eleitor local votaria para o cargo máximo do Poder Executivo, 10 entrevistadores apresentaram um disco com os nomes dos quatro candidatos a prefeito, acompanhados de seus respectivos vices. A todos, foi feita a seguinte pergunta: “Se as eleições fossem hoje, qual seria seu voto para prefeito?”.

Disputam as eleições majoritárias em Lençóis Paulista as chapas compostas pelos respectivos candidatos a prefeito e vice: Anderson Prado de Lima (DEM) e Manoel dos Santos Silva, o Manezinho (PSL), da coligação “Lençóis de todos nós”; José Antonio Marise (PSDB) e Marcelo Fernando Ranzani (PROS), da coligação “O melhor para Lençóis”; Celso Angelo Mazzini, o Dé Mazzini (PTB), e Cleuza de Fátima Ribeiro Spirandelli (PTB), sem coligação; Expedito José Gonçalves, o Jottha Gonçalves (PT), e Celso Eduardo Jacon (PT), sem coligação.

Entre os quatro candidatos a prefeito, Prado é o que apresenta o maior percentual na pesquisa, contabilizando 46% das intenções de voto. Marise surge na segunda colocação, com apoio de 21% do eleitorado. Dé Mazzini, terceiro mais indicado pelos entrevistados, tem a preferência de 1% dos cidadãos que votam na cidade. Jottha Gonçalves, por sua vez, aparece com 0%, já que não obteve na pesquisa votação suficiente para atingir um ponto percentual.

VOTOS VÁLIDOS

Considerando apenas a projeção de votos válidos (descontando os indecisos, votos brancos e nulos), a pesquisa Ideal/O ECO aponta uma vantagem ainda maior do atual chefe do Poder Executivo. Neste cenário, Prado aparece com 67% das intenções de voto contra 30% de Marise, 2% de Dé Mazzini e 1% de Jottha Gonçalves. Considerando a margem de erro da pesquisa, que é de 3,1%, Prado tem entre 64% e 70%, enquanto que Marise soma entre 27% e 33%. Já Dé Mazzini e Jottha Gonçalves, podem chegar até a 5% e 4%, respectivamente.

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