Rede estadual de ensino opera com 35% da capacidade

Escolas estão trabalhando com o ensino híbrido: presencial e remoto

A rede pública de educação foi muito afetada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), tendo que reinventar seus métodos e migrar para o ensino à distância, utilizando plataformas on-line durante quase todo o ano passado. Após 10 meses, as aulas presenciais estão retornando gradativamente. A rede estadual, por exemplo, desde o último dia 8 está recebendo turmas de alunos, com as escolas funcionando com limitação de capacidade para minimizar os riscos de contágio.

Segundo Gina Sanchez, dirigente regional de Ensino de Bauru, o modelo adotado foi o ensino híbrido: remoto e presencial. As escolas estão operando com, no máximo, 35% da capacidade em cada turma. Algumas instituições com espaço físico menor estão atendendo entre 30% e 25% dos alunos. O retorno presencial é facultativo, ou seja, opcional: os alunos e seus responsáveis decidem se querem voltar à escola ou continuar com o ensino inteiramente à distância.

A dirigente de Ensino afirma que a adesão dos alunos, apesar de voluntária, é considerada muito boa e o interesse das famílias tem aumentado a cada semana. “Eu diria que a adesão está sendo até acima do esperado. Aqueles que ficaram receosos no dia 8 de fevereiro, hoje estão manifestando interesse e encaminhando as crianças. Os pais estão reagindo positivamente. Olhando de modo geral, temos uma aceitação de 70% em relação ao retorno opcional”, explica.

Ainda de acordo com Gina Sanchez, o transporte dos alunos e a merenda escolar, ambos muito importantes para o desenvolvimento das crianças e jovens de maneira integral, estão sendo oferecidos normalmente e com toda a segurança. Ela acrescenta que os profissionais da educação estão sempre monitorando os alunos e observando o limite máximo de lotação. Os intervalos, por exemplo, acontecem em horários diferentes, para que não haja aglomeração.

Outras medidas também foram adotadas pelas escolas, buscando evitar o contágio pelo novo coronavírus. Além de orientar os alunos sobre o uso de máscaras e do álcool em gel, distanciamento pessoal e outros protocolos de segurança recomendados pelas autoridades sanitárias, todos estão sendo instruídos para que possam levar seus conhecimentos para casa, aplicando as medidas de proteção no dia a dia, juntamente com seus familiares.

As instituições também trocaram as torneiras em todos os bebedouros e pias, disponibilizando copos descartáveis para evitar que os alunos tomem água diretamente da torneira. Alguns prédios foram submetidos a manutenções para que as janelas pudessem ter uma abertura considerável, buscando garantir a ventilação natural recomendada. O distanciamento de 1,5 metro também tem sido cumprido nas salas de aula e no restante do ambiente escolar, inclusive durante a alimentação.

“Todos os diretores e equipes gestoras das escolas tiveram muito cuidado na adoção dos protocolos de segurança e de saúde, tanto da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo quanto dos próprios municípios. Buscamos deixar o ambiente o mais seguro possível para que as crianças, jovens e os profissionais de educação tenham a sua saúde preservada”, afirma Gina Sanchez, que acredita que o ensino presencial é fundamental para o aprendizado dos alunos.

 “A presença do professor e dos colegas, apesar do distanciamento, é o que chamamos de pedagogia da presença. Os professores estão orientando, tirando dúvidas, e isso é muito importante. Embora no ensino remoto os professores também possam ser vistos através de uma gravação, o contato próximo é fundamental. Mas, hoje, não podemos abrir mão de nenhum dos dois meios de ensino, que irá continuar híbrido por um bom tempo”, finaliza.

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