Prefeitura mantém previsão de retorno para janeiro

Com deliberação positiva do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, entendimento é que apenas uma mudança radical no cenário interfira no cronograma

Após obter aval do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, a Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista garante que apenas um aumento extraordinário no número de casos ativos da doença e ocupação hospitalar pode impedir a reabertura das creches e escolas em janeiro de 2021. Com a retomada do atendimento na Rede Pública de Ensino prevista para o dia 20, a Secretaria de Educação trabalha para garantir a segurança de funcionários, professores e alunos dentro dos protocolos sanitários estabelecidos.

“Talvez o processo tenha que ocorrer de forma gradual e flexibilizada, mas as escolas estão sendo preparadas para receber os alunos em janeiro. Materiais de higiene pessoal e equipamentos de proteção individual e outros itens estão sendo fornecidos para todas as unidades. A equipe técnica da Secretaria de Educação estará à disposição dos gestores para o retorno, porém, a participação dos pais e responsáveis pelos alunos será fundamental”, relata Meiri Montanhero, Secretária de Educação.

Conforme divulgado em coletiva de imprensa realizada no final do mês passado, professores e demais funcionários devem retornar às escolas no dia 18 de janeiro. Os dois primeiros dias estão reservados para um trabalho de acolhimento socioemocional e orientações, sob responsabilidade de psicólogos e médicos da Secretaria de Saúde. O retorno dos alunos acontece a partir do dia 20, porém, antes do dia 1 de fevereiro, o atendimento se concentra em alguns casos específicos.

De acordo com Meiri Montanhero, uma busca ativa em toda a Rede Pública de Ensino, realizada entre os meses de setembro e novembro, ajudou a identificar os alunos que tiveram mais problemas para acompanhar as atividades à distância e que, consequentemente, devem apresentar mais dificuldade de aprendizagem na retomada das aulas presenciais. A ideia é que nos primeiros dias seja realizado um trabalho intensivo de recuperação.

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

Outra estratégia elaborada para minimizar os impactos da pandemia é a realização de avaliações diagnósticas detalhadas com os alunos, que devem ser feitas por todas as unidades escolares na segunda semana de fevereiro. Segundo a secretária de Educação, o objetivo é identificar as principais lacunas de cada ano/série cursados em 2020, para posterior elaboração de um plano de trabalho capaz de sanar de forma efetiva as defasagens na aprendizagem.

“Elaboramos um plano de trabalho para o retorno presencial das aulas, objetivando recuperar as aprendizagens e ou potencializar habilidades e competências que não foram atingidas ou desenvolvidas neste ano. Acreditamos que todas as dificuldades poderão ser superadas com determinação, ética, respeito, mas, acima de tudo, trabalho em equipe. Nesse sentido, o apoio e compromisso das famílias continuará sendo primordial”, avalia.

OTIMISMO X CAUTELA

À reportagem de O ECO, o prefeito Anderson Prado de Lima (DEM) demonstra confiança em relação à manutenção do cronograma de retomada das atividades escolares presenciais. Para o prefeito, a menos que ocorra uma mudança radical no atual cenário, com um aumento significativo de casos ativos de infecção pelo novo coronavírus, principalmente casos mais graves que necessitem de internação, nada deve comprometer o que está previsto.

“Como temos mais uma testagem em massa marcada para este domingo (13), os números, obviamente, podem aumentar, mas não vejo isso como algo que impeça o retorno das aulas presenciais. É claro que os dados serão analisados por nosso Comitê de Enfrentamento, mas, independentemente do resultado, não acredito que o Censo Covid interfira nessa questão, pois o indicador mais importante é nossa taxa de ocupação hospitalar, que está totalmente sob controle”, comenta.

“Apesar das considerações, o chefe do Poder Executivo alerta que a pandemia não acabou, que o vírus segue circulando no município e que um mínimo descuido da população pode resultar em uma temida segunda onda. “Temos que ter em mente que ainda temos 40 dias pela frente. As coisas podem mudar se não tivermos os devidos cuidados. Até que tenhamos uma vacina, todos precisam usar máscara, manter distanciamento, usar álcool em gel. Não existe outra forma de prevenção”, finaliza.

destaques