“Para mim, a leitura significa abrir caminhos”

Na semana em que se comemorou o Dia Nacional do Livro, Mariana Zillo fala da importância da leitura

Dia 29 de outubro comemora-se o Dia Nacional do Livro, data escolhida em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em 1810, a maior da América Latina, com 9 milhões de obras. Para Lençóis Paulista, conhecida como a Cidade do Livro por conta do acervo de mais de 140 mil exemplares da Biblioteca Municipal Orígenes Lessa (que representa o dobro em relação aos habitantes), a data também é especial.

Mariana Zillo, aos 23 anos, sabe bem da importância dos livros. Formada em Produção Editorial, ela foi incentivada por seus pais desde muito nova a gostar de ler, e até hoje cultiva esse hábito. “Para mim, a leitura significa abrir caminhos. Ela me abriu muitas portas, tanto em relação à criatividade, imaginação, conhecimento, quanto de oportunidades na vida, seja pessoal ou profissional”, afirma.

Para a produtora editorial, a leitura é importante para gerar repertório. O conhecimento adquirido, independentemente de qual, faz os leitores terem acesso a diversas informações. “É a partir desse repertório que uma pessoa gera discursos mais interessantes, tem diálogos mais estimulantes e consegue ter um conhecimento de mundo melhor. Isso transforma a pessoa em um cidadão letrado”, diz.

Para quem não têm o costume de ler, Mariana tem uma dica valiosa: “Quando eu indico um livro para quem nunca leu nada, costumo perguntar o que a pessoa gosta de assistir na televisão, seja filme ou série. Nós costumamos sempre ter um gênero favorito e acho que a partir disso a pessoa pode se sentir mais confortável em tentar ler alguma coisa”, pontua. Ela acredita que, ao se deparar com um gênero que já lhe agrada, a pessoa pode se sentir mais confortável para iniciar a leitura e, no futuro, se aventurar em novas histórias.

A lençoense enfatiza que todos os tipos de leitura são válidos. Em sua opinião, não existem livros superiores, o importante é se aventurar por alguma história. “Quanto mais você lê coisas diferentes, mais assuntos você tem na vida, mais propriedade você tem para conversar ou opinar sobre alguma coisa. Então qualquer obra vai agregar algo, mesmo que mínimo”, opina.

Mariana acredita que não existe idade para começar a ler. “Algumas pessoas começam muito cedo, outras começam só depois. Isso não significa que é tarde demais, só mais tarde”, explica. “Eu acho que é importante oferecer a leitura para todas as pessoas, porque uma hora elas vão se interessar”, completa.

Amante da leitura, não importa como ela se apresente, Mariana é uma defensora dos livros digitais. “Eu compro bastante e-book até por uma questão de espaço físico, porque eu já não tenho tanto aqui em casa. E o leitor digital tem essa vantagem e facilidade de comportar todos os livros em um lugar só, e portátil”, explica.

Os livros, para ela, são uma ponte capaz de transportar as pessoas para outros mundos. “É difícil pensar em um motivo só do porquê eu gosto de ler, mas acho que sempre gostei de sair da realidade e ver uma história se formando na minha cabeça”, comenta.

Mariana acredita que é importante que exista uma data específica para tratar da leitura, porque isso gera consciência coletiva e alcança públicos diferentes, que talvez não tivessem contato com os livros anteriormente. “As escolas fazem eventos sobre leitura nessa data, a mídia fala mais sobre isso, então acaba gerando mais incentivo e curiosidade em iniciar uma nova leitura”, finaliza.

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