Júri simulado marca encerramento de curso de aprendizes

Desde o início deste ano, legionárias da Legião Feminina de Lençóis Paulista têm aulas de Direito na grade do curso preparatório para o mercado de trabalho

Desde o início deste ano, com o objetivo de ampliar a base de conhecimento de suas alunas, a Legião Feminina de Lençóis Paulista incluiu na grade de ser curso de preparação para o mercado de trabalho a disciplina de Direito. No último dia 4, para marcar o encerramento das aulas, as aprendizes participaram de um júri simulado, que contou com a presença de diversas autoridades.

O evento, realizado no Hangar Eventos de acordo com a medidas de segurança para prevenir o contágio pelo novo coronavírus (Covid-19), reuniu representantes da entidade e diversos convidados, entre eles a juíza Natasha Gabriella Azevedo Motta, titular da 1ª Vara da Comarca local, o prefeito Anderson Prado de Lima (DEM) e a vereadora Diusaleia Jacomino Furlan (DEM).

Durante o júri simulado as alunas expuseram ao público um pouco do que aprenderam ao longo do ano, colocando em prática, mesmo que de forma fictícia, o que assimilaram sobre teoria geral, legislação, linguagem, comunicação, redação, entre outros aspectos da área. Divididas em grupos, elas assumiram os papeis de promotoras, advogadas de acusação e defesa, juradas, etc.

Para Isabella Cardozo, bacharel em Direito que coordena a disciplina e contou com o apoio dos advogados Marcelo Telatin e Flávia Cardoso para a preparação das alunas, mais do que executar bem o que foi proposto, cada participante demonstrou muita evolução pessoal na apresentação, principalmente na parte de desenvoltura e comunicação, pontos fundamentais para o futuro profissional.

“Sempre acreditei que a Legião Feminina vai muito além de preparar essas meninas para o mercado de trabalho. O objetivo é fazer com que elas se tornem pessoas melhores e creio que o projeto Direto veio para enfatizar que elas são capazes. Observamos uma evolução enorme em cada uma delas. A juventude deve ser vista com outros olhos pelo Poder Público para que outras pessoas possam ser alcançadas”, diz.

Ao comentar sobre o trabalho desenvolvido pela entidade, que tem quatro décadas de existência e atende anualmente cerca de 140 meninas de 15 a 19 anos, Nádia Nicoletti Moretto Cardozo, assistente social responsável, segue a mesma linha de pensamento, destacando que as aulas de Direito enriquecem ainda mais a proposta de trabalhar e estimula diversas habilidades das alunas.

“Foi muito importante a elaboração do júri, que conseguiu delegar funções e responsabilidades às alunas. Observamos como elas se dedicaram e se comprometeram. Foi incrível ver a emancipação e empoderamento dessas jovens vendo seu trabalho assistido pelos três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, se sentindo protagonistas de suas histórias”, finaliza.

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