Baixa cobertura vacinal liga sinal de alerta na comunidade

Retorno das atividades escolares pode acelerar a transmissão de algumas doenças

O Brasil tem registrado uma baixa cobertura vacinal em 2020. A mudança no sistema federal de registro das doses aplicadas, o desconhecimento do calendário vacinal, a percepção errônea de que as doenças desapareceram, a disponibilidade de horário dos responsáveis, o medo das reações, as “fake news”, e principalmente, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) são fatores determinantes para esta queda.

Lençóis Paulista não foge à regra. Segundo dados da Secretaria de Saúde, a vacina pentavalente (previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria haemophilus influenza tipo B) foi a que mais teve cobertura: 72% do público-alvo. Já a vacina BCG (protege os recém-nascidos contra a tuberculose) foi aplicada em apenas 57% do público-alvo, a pior cobertura até o momento. Completam a lista meningo C (63%), pneumo 10 (64%), pólio nativa (62%), rotavirus (64%) e febre amarela (61%).

A preocupação, agora, é com o retorno das atividades presenciais nas escolas. Apesar de haver comprometimento das unidades educacionais para evitar o contágio do novo coronavírus, com a baixa cobertura vacinal, uma porcentagem da população está vulnerável a outras doenças. “Com retorno das escolas e a baixa cobertura vacinal, podemos ter, por exemplo, surto de varicela (catapora), que era muito comum antes de introdução da vacina no calendário básico de vacinação da criança”, destaca Adriana Santana, enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Lençóis Paulista.

Diante deste cenário, é importante que quem está com as vacinas atrasadas procure uma sala de vacina com a carteirinha ou com algum documento em mãos. “Temos restrições devido à pandemia, mas todas unidades de saúde seguem o protocolo sanitário para receber os munícipes com segurança”, garante Adriana.

PÓLIO E MULTIVACINAÇÃO

Começa na segunda-feira (5) e segue até o dia 30, em todo o Brasil, a Campanha Nacional de Pólio e Multivacinação. Em Lençóis Paulista, o Ambulatório de Especialidades Dr. Antônio Tedesco (das 7h30 às 11h e das 13h às 16h30) e a ESF (Estratégia de Saúde da Família) do Júlio Ferrari (das 8h às 16h) serão referência na campanha.

No caso da pólio, a vacinação é destinada a crianças de um ano a menores de cinco. Já a campanha de multivacinação é para crianças e adolescentes menores de 15 anos. Neste caso, será avaliada a caderneta da vacinação e administrada apenas a dose em falta. O objetivo é atualizar a caderneta, focando na vacina de sarampo e a meningo ACWY.

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