Zilor vence leilão da Aneel e anuncia investimento de R$ 250 milhões

Empresa lençoense vai aumentar em 30% a capacidade de geração de energia com nova termelétrica na Usina Barra Grande

A Zilor Energia e Alimentos deu mais um importante passo rumo à consolidação definitiva no segmento de geração de energia limpa e renovável, fortalecendo ainda mais sua estratégia de diversificação de receita. A empresa lençoense, que comemora 75 anos de fundação em 2021, foi uma das vencedoras de um leilão de energia promovido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), com contrato de venda com vigência de 20 anos, com início a partir de 2024.

Os leilões Nova A-3 e A-4, sob responsabilidade da Aneel e da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), foram realizados no último dia 8, de forma remota, e contaram com a participação de dezenas de empresas com projetos de geração de energia hidrelétrica, eólica, solar e termelétrica (a partir de biomassa), como no caso da Zilor. Em ambos os certames, os contratos de comercialização de energia foram firmados com as distribuidoras Light, Cemar e Celpa.

A Zilor participou do leilão Nova A-3, com o projeto UTE Barra Grande 2, que consiste em uma nova usina termelétrica dentro da unidade de produção localizada em Lençóis Paulista. De acordo com a assessoria de imprensa, a empresa ofereceu o melhor preço entre os concorrentes, obtendo o direito de comercializar 169.068 MWh/ano (Megawatt-hora/ano) pelo valor de R$ 188,00/MWh, com reajuste anual pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

LONGO PRAZO

Conforme já citado anteriormente, o contrato de venda de energia firmado a partir do leilão Nova A-3 tem duração de 20 anos e começa a vigorar a partir de 2024. Para atender à demanda, a empresa lençoense deve investir mais de R$ 250 milhões no projeto da UTE Barra Grande 2. O aporte para a implantação da nova unidade de geração de energia a partir da biomassa resultante do processamento da cana-de-açúcar (bagaço) deve ser feito ao longo dos próximos três anos.

A Zilor ainda não divulgou os detalhes do projeto, mas adianta que os recursos serão direcionados para a modernização do parque industrial, o que inclui a aquisição e implantação de mais uma caldeira, turbo geradores, linha de transmissão, além de adaptações na linha de produção, como a eletrificação das moendas e outros ajustes que visam a redução de consumo de vapor no processo. A estratégia faz todo o sentido já que o vapor é fundamental quando o assunto é energia termelétrica.

AMPLIAÇÃO

Em comunicado, ao mencionar a importância do projeto, que foi desenvolvido com a participação de profissionais de diversos departamentos, a empresa revela que o empreendimento representa um salto significativo no mercado. “O volume de energia vendido no leilão representa um crescimento de aproximadamente 30% na cogeração de energia da companhia, contribuindo para diversificação dos negócios e maior previsibilidade na geração de caixa”, diz.

Também por meio de nota encaminhada à imprensa, a Zilor reforça que a energia gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar atualmente é uma das mais importantes da matriz elétrica brasileira e contribui direta e significativamente com o SIN (Sistema Interligado Nacional) de Energia, sobretudo no momento atual, em que uma das piores estiagens das últimas décadas tem afetado diretamente a geração de energia a partir das usinas hidrelétricas.

“Estamos em um momento crítico de abastecimento de energia elétrica em nosso país. A energia que produzimos é limpa e renovável e é cada vez mais necessária para o planeta. A produção de energia de 169.068 MWh/ano na unidade Barra Grande será capaz de abastecer uma cidade com aproximadamente 170 mil habitantes”, relata em um dos trechos o presidente da Zilor, Fabiano Zillo, que também comenta sobre outros projetos que, em breve, devem sair do papel.

Atenta aos próximos leilões de energia, a empresa tem outros dois projetos em desenvolvimento, um na Usina São José, em Macatuba, que pode estar apto a participar já do próximo leilão, em setembro, e outro na Usina Quatá, em Quatá, previsto para o próximo ano. “O interesse das usinas é modernizar seu parque, diversificar as receitas e reduzir a exposição às commodities, então faz todo sentido para o setor ter energia elétrica como receita”, finaliza.


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