Principais itens de consumo estão até 11,79% mais caros em relação ao início do ano

Levantamento feito nesta semana indica que lista de referência com 50 produtos pode custar entre R$ 1.114,80 e R$ 1.165,45 neste mês

O preço dos principais itens de consumo continua subindo nos supermercados de Lençóis Paulista. De acordo com o acompanhamento mensal feito pela reportagem de O ECO, o consumidor local pode pagar até 3,76% a mais para abastecer a despensa neste mês. O custo total da lista de referência composta por 50 itens pode chegar a R$ 1.165,45, o maior valor já encontrado.

Segundo os dados, coletados entre a quarta-feira (13) e a quinta-feira (14), tanto o maior reajuste (3,76%) quanto o maior custo total de outubro (R$ 1.165,45) foram encontrados no Supermercado 3, que no mês passado comercializava os produtos da lista definida a partir de enquete com assinantes do jornal (entenda abaixo como funciona a pesquisa) a R$ 1.123,20.

O Supermercado 2, mesmo com queda de 0,38% sobre o custo de R$ 1.130,84 registrado de setembro, teve o segundo maior preço do mês: R$ 1.126,56. No Supermercado 4, com aumento de 0,45%, o valor total da lista passou de R$ 1.115,69 para R$ 1.120,68. Já no Supermercado 1, com redução de 0,92%, o preço passou de R$ 1.125,11 para R$ 1.114,80, segundo o levantamento.

JANEIRO A OUTUBRO

Considerando os valores revelados na primeira pesquisa deste ano, o aumento dos preços pode chegar a incríveis 11,79%, como no caso do Supermercado 3, onde os mesmos itens eram vendidos a R$ 1.042,56 na ocasião. Para fins de comparação, de janeiro a setembro, a inflação acumulada é de 6,90% segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O Supermercado 1 tem a segunda maior alta, de 9,37% sobre o custo anterior de R$ 1.019,27. Em seguida, aparece o Supermercado 4, com aumento de 8,49% sobre o valor de R$ 1.032,99. Mais próximo da inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), aparece o Supermercado 2, que fecha a lista com elevação de 7,24% sobre o custo total de R$ 1.050,50.

NA PANDEMIA

Ampliando o intervalo comparativo para março de 2020, mês que marcou a início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no município, o reajuste dos preços é ainda mais expressivo, podendo chegar a 33,14% no Supermercado 4, que, na época, comercializava a lista de referência da pesquisa a R$ 841,70. De acordo com o IBGE, a inflação acumulada no período é de 11,22%.

Nos últimos 19 meses, desde a retomada do acompanhamento mensal pela reportagem de O ECO, o Supermercado 1, que vendia os produtos a R$ 839,86 registra aumento de 32,74%. No Supermercado 3, a alta de preços é de 30,89% com base no custo de R$ 890,43 da época. Já no Supermercado 2, a elevação é de 30,59% sobre o valor de R$ 862,64 observado em março de 2020.

LISTA BARATA, MAS NEM TANTO

Nem mesmo a seleção dos produtos mais baratos escapa da tendência de alta de preços. A lista chamada de “econômica”, que considera a compra dos itens mais em conta encontrados em cada um dos estabelecimentos visitados, tem o maior reajuste quando considerado o mês de março de 2020. De lá para cá, o custo total da lista sofreu elevação de 33,49%, de R$ 768,32 para R$ 1.025,63. Neste ano, o aumento é de 8,88% sobre o custo de R$ 941,98 observado em janeiro.

SOBE E DESCE

Considerando os preços individuais de cada item, todos os setores estão contemplados entre os maiores reajustes de outubro. O produto com percentual mais elevado de aumento de preço foi a lata de milho verde de 200g, da marca Fugini, cujo valor disparou 68,34% no Supermercado 2 (de R$ 1,99 para R$ 3,35). Outro aumento expressivo foi do quilo da linguiça toscana, da marca Perdigão, com alta de 56,31% no Supermercado 2 (de R$ 14,65 para R$ 22,90).

No setor de hortifrutigranjeiros, a grande vilã foi a batata, com o preço do quilo subindo 42,69% no Supermercado 1 (de R$ 3,49 para R$ 4,98). Na parte de higiene e limpeza, o destaque negativo ficou com o frasco de 2 l de amaciante, da marca Ypê, que teve aumento de 32,25% no Supermercado 3 (de R$ 6,79 para R$ 8,98). Fechando a lista, apareceu o pacote de 500 g de macarrão tipo espaguete, da marca Orsi, com 30,13% de aumento no Supermercado 2 (de R$ 2,29 para R$ 2,98).

Entre os produtos que tiveram mais redução na pesquisa de outubro, os quatro principais foram encontrados no setor de hortifrutigranjeiros do Supermercado 2. O preço do quilo da cebola baixou 50,25% (de R$ 1,99 para R$ 0,99). O quilo do alho a granel teve redução de 40,13% (de R$ 29,90 para R$ 17,90). O quilo da banana nanica diminuiu 33,41% (de R$ 4,49 para R$ 2,99). Já o quilo da maçã fugi teve queda de 28,76% no preço (de R$ 6,99 para R$ 4,98).

Entenda como funciona a pesquisa mensal

A pesquisa de preços feita pela reportagem de O ECO considera 50 itens básicos encontrados com bastante frequência nos carrinhos de compra dos consumidores locais. A relação, elaborada com a proposta de representar da forma mais fidedigna possível os hábitos de consumo da população, inclui 20 produtos de mercearia, 10 de açougue, 10 do setor de hortifrutigranjeiros e 10 de higiene e limpeza. A lista foi definida a partir de uma enquete realizada com assinantes do jornal.

Para o comparativo são analisadas marcas encontradas em todos os estabelecimentos ou, em caso de indisponibilidade, equiparáveis em qualidade e preço. Todas estão descritas na tabela, que apresenta preços unitários e totais de cada item, considerando como referência o consumo médio mensal de uma família de classe média composta por quatro pessoas adultas. Também estão contabilizados os custos totais por grupo e por lista geral de compras em cada um dos locais visitados.


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