Preço dos itens básicos volta a subir após dois meses de queda

Pesquisa revela que consumidor lençoense pode pagar até R$ 1.092,59 para abastecer a despensa neste mês

Depois de dois meses consecutivos de queda, o custo dos itens básicos de consumo voltou a subir em Lençóis Paulista, atingindo o maior patamar desde março do ano passado, quando foi retomada a pesquisa mensal de preços feita pela reportagem de O ECO nos quatro principais supermercados da cidade. Em abril, o consumidor local pode pagar até R$ 1.092,59 para abastecer a despensa, quase o valor do salário mínimo, que subiu para R$ 1.100,00 neste ano.

De acordo com o levantamento feito nesta semana, entre a terça-feira (13) e a quarta-feira (14), o maior custo total para a lista com os 50 produtos mais consumidos pelas famílias lençoenses (entenda abaixo como funciona a Pesquisa O ECO), R$ 1.092,59, foi encontrado no Supermercado 3, que também teve o preço mais caro de março, R$ 1.028,00. A comparação entre os dois valores indica um reajuste considerável de um mês para outro, de 6,24%.

O segundo maior custo foi observado no Supermercado 2, que registrou o maior aumento entre março e abril, de 8,65%, com o valor da lista passando de R$ 980,51 para R$ 1.065,32. No Supermercado 4, com reajuste de 5,77%, o preço dos produtos passou de R$ 1.002,40 para R$ 1.060,21. Já no Supermercado 1, onde foram encontradas as melhores condições deste mês, o reajuste foi de 4,58%, elevando o total de R$ 1.011,96 para R$ 1.058,26.

LISTA ECONÔMICA

Para os consumidores dispostos a ‘gastar sola de sapato’, a boa e velha pesquisa pode representar uma economia de até 15,08%. O percentual corresponde à diferença de custo entre a lista mais cara do mês, do Supermercado 3 (R$ 1.092,59), e a lista com todos os produtos mais baratos encontrados em cada estabelecimento (R$ 949,44). Em números absolutos, a economia pode chegar a R$ 143,15, dinheiro suficiente para pagar, com sobra, todos os itens de higiene e limpeza ou hortifrutigranjeiros.

COMPARATIVO DA SÉRIE

Partindo dos preços apontados pelo primeiro levantamento, em março do ano passado, que coincide com a chegada da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) à cidade, os aumentos são ainda mais expressivos, de 26,0% no Supermercado 1 (de R$ 839,86 para R$ 1.058,26); de 25,96% no Supermercado 4 (de R$ 841,70 para R$ 1.060,21); de 23,50% no Supermercado 2 (de R$ 862,64 para R$ 1.065,32); e de 22,70% no Supermercado 3 (de R$ 841,70 para R$ 1.092,59).

PELA MÉDIA

Considerando a média de custo da lista de 50 itens, a alta entre março e abril chegou a 6,29%, com o total passando de R$ 1.005,82 para R$ 1.069,09. Separando as compras por setor (mercearia, açougue, hortifrutigranjeiros e higiene e limpeza), o maior aumento foi encontrado no açougue, com reajuste médio de 8,03%, de R$ 426,93 para R$ 461,23. Nos setores de higiene e limpeza, hortifrutigranjeiros e mercearia, o aumento médio foi de 6,57%, 5,25% e 2,86%, respectivamente.

TENDÊNCIA DE ALTA

Alguns produtos apresentaram tendência de elevação geral de preço neste mês, com aumento em todos os estabelecimentos. Foi o caso do feijão carioca (0,50% a 34,85%), do pó de café (0,93% a 25,82%), do óleo de soja (0,25% a 16,20%), do coxão mole (de 1,26% a 27,36%), do acém (de 16,72% a 25,09%) e do sabão em pó (de 1,53% e 9,02%). Por outro lado, apenas a salsicha e a banana nanica baixaram em todos os supermercados, entre 0,72% e 16,02% e entre 19,39% e 41,31%, respectivamente.

Maionese teve o maior aumento do mês

O maior reajuste individual do mês foi observado no pote de maionese de 500 g, da marca Hellman’s, que subiu 134,68% no Supermercado 4, passando de R$ 2,97 para R$ 6,97. Outros produtos também tiveram alta expressiva. Ainda na parte de mercearia, o pacote de 1 kg de sal iodado, da marca Cisne, aumentou 67,04% no Supermercado 1, de R$ 1,79 para R$ 2,99. Já o pacote de 1 kg de farinha de trigo, da marca Venturelli, teve elevação de 47,20%, de R$ 3,39 para R$ 4,99.

Na parte de açougue, o destaque ficou com a o quilo da calabresa, da marca Sadia, com reajuste de 45,23% no Supermercado 2, de R$ 19,90 para R$ 28,90. No setor de hortifrutigranjeiros, o quilo da batata aumentou 66,89% no Supermercado 3, de R$ 2,99 para R$ 4,99. Já entre os produtos de higiene e limpeza, o principal vilão foi o frasco de 325 ml de shampoo, da marca Seda, com alta de 46,22% no Supermercado 1, de R$ 6,49 para R$ 9,49.

Em redução de preços, os estabelecimentos locais ofereceram pouco benefício ao consumidor. Dos 50 itens, apenas três tiveram quedas expressivas: o pote de 500 g de achocolatado em pó, da marca Nescau, que diminuiu 35,67% no Supermercado 2, de R$ 6,98 para R$ 4,49; o quilo do alho a granel, que baixou 26,02% no Supermercado 3, de R$ 26,90 para R$ 19,90; e o pacote de 340 g de molho de tomate, da marca Fugini, que caiu 25,16% no Supermercado 4, de R$ 1,59 para R$ 1,19.

Entenda como é feita a pesquisa mensal

A pesquisa de preços feita pela reportagem de O ECO considera 50 itens básicos encontrados com bastante frequência nos carrinhos de compra dos consumidores locais. A relação, elaborada com a proposta de representar da forma mais fidedigna possível os hábitos de consumo da população, inclui 20 produtos de mercearia, 10 de açougue, 10 do setor de hortifrutigranjeiros e 10 de higiene e limpeza. A lista foi definida a partir de uma enquete realizada com assinantes do jornal.

Para o comparativo são analisadas marcas encontradas em todos os estabelecimentos ou, em caso de indisponibilidade, equiparáveis em qualidade e preço. Todas estão descritas na tabela, que apresenta preços unitários e totais de cada item, considerando como referência o consumo médio mensal de uma família de classe média composta por quatro pessoas adultas. Também estão contabilizados os custos totais por grupo e por lista geral de compras em cada um dos locais visitados.

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