Número de empregos formais cresce 10,23% em Lençóis Paulista

Vagas com registro em Carteira de Trabalho passam de 2,4 mil entre os meses de janeiro e maio

Depois de um desempenho modesto em abril, a geração de emprego no mercado formal de Lençóis Paulista voltou a subir consideravelmente em maio. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na semana passada pelo Ministério da Economia, o município teve alta de 294 vagas com registro em Carteira de Trabalho (1.528 contratações e 1.234 demissões). No mês anterior, foram criados 58 postos (1.775 contratações e 1.717 demissões).

O destaque de maio veio da construção, que criou 180 ocupações (540 contratações e 360 demissões), recuperando parte da perda do mês anterior, primeiro com saldo negativo em um ano, no qual foram fechadas 319 vagas (532 contratações e 851 demissões). Na ocasião, as maiores baixas ocorreram nas funções de carpinteiro (-75), soldador (-61) e servente (-59). Neste mês, as profissões que mais empregaram foram as de montador de andaimes (72), encanador (42) e soldador (27).

O segundo melhor desempenho do mês foi do comércio, que registrou alta de 103 empregos (240 contratações e 137 demissões). O setor de serviços apareceu logo atrás, com 52 vagas abertas (294 contratações e 242 demissões), seguido pela agropecuária, que fechou com saldo positivo de 19 postos de trabalho (43 contratações e 24 demissões). Já a indústria, por sua vez, apresentou a primeira baixa do ano, perdendo 60 ocupações (411 contratações e 471 demissões) com vínculo formal.

ACUMULADO

No saldo acumulado entre janeiro e maio, Lençóis Paulista registra superávit de 2.421 postos de trabalho (8.968 contratações e 6.547 demissões). Entre os setores, a lista é encabeçada pela indústria, com 1.112 novos empregos criados em 2021 (3.110 contratações e 1.998 demissões).  Construção e serviços também têm bons resultados, com 637 (2.964 contratações e 2.327 demissões) e 552 (1.744 contratações e 1.192 demissões) ocupações preenchidas, respectivamente.

Pela primeira vez neste ano, todas as áreas apresentam mais contratações do que demissões no acumulado. A agropecuária, que teve desempenhos ruins entre janeiro e março, após duas altas consecutivas, contabiliza nove vagas formais de saldo (192 contratações e 183 demissões). O comércio, que também iniciou o ano com retração, segue dando sinais de recuperação e já registra alta de 111 postos (958 contratações e 847 demissões) com Carteira de Trabalho assinada.

ESTOQUE

Com os 2.421 empregos gerados até o mês de maio, o mercado de trabalho local registra variação positiva de 10,23% em relação ao estoque observado no encerramento de 2020. Com as vagas abertas no período, o número de pessoas com vínculo empregatício formalizado passou de 23.659 para 26.080. Este é o maior patamar da história, com 37,8% da população – estimada em 68.990 habitantes pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – empregada formalmente.

Em níveis percentuais, três setores globais da economia local apresentam desempenhos superiores à média geral. O destaque é da construção, com aumento de 13,77% no estoque de empregos, de 4.625 para 5.262 vagas preenchidas. Em seguida aparecem indústria, com 13,59% (de 8.183 para 9.295), e serviços, com 10,88% (de 5.072 para 5.624). Comércio e agropecuária fecham a lista com alta de 2,77% (de 4.005 para 4.116) e 0,51% (de 1.774 para 1.783), respectivamente.

Borebi segue entre altos e baixos

Depois de três meses consecutivos de déficit, a pequena Borebi fechou maio com saldo positivo de seis postos de trabalho (16 contratações e 10 demissões). Sem movimentações no comércio e na indústria e com os setores de serviços e construção registrando uma demissão cada, coube à agropecuária sustentar o resultado com sua alta de oito vagas (16 contratações e oito demissões).

No ano, a cidade tem 30 empregos perdidos (85 contratações e 115 demissões), 28 só na agropecuária (59 contratações e 87 demissões). Também foram fechadas duas vagas no setor de serviços (11 contratações e 13 demissões), uma no comércio (três contratações e quatro demissões) e uma na construção (nenhuma contratação e uma demissão). A indústria criou dois empregos (12 contratações e 10 demissões).

Areiópolis mantém estabilidade em maio

Areiópolis fechou maio com saldo neutro na geração de emprego (22 contratações e 22 demissões), permanecendo com superávit de 39 ocupações formais no acumulado do ano (206 contratações e 167 demissões). O desempenho representa aumento de 3,63% em relação ao estoque de dezembro de 2020, com o total de pessoas com Carteira de Trabalho assinada passando de 1.073 para 1.112.

No mês retrasado, a cidade registrou altas na indústria e no comércio, que abriram uma (três contratações e duas demissões) e duas vagas (cinco contratações e três demissões). Por outro lado, o setor de serviços e a agropecuária apresentaram baixas de uma (quatro contratações e cinco demissões) e duas ocupações (10 contratações e 12 demissões). A construção não teve movimentação.

Entre janeiro e maio, a agropecuária contabiliza saldo positivo de 30 empregos (132 contratações e 102 demissões), seguida pela indústria, com 14 (19 contratações e cinco demissões), e pelo setor de serviços, com três (28 contratações e 25 demissões). Construção e comércio registram baixas de um (nenhuma contratação e uma demissão) e sete empregos (27 contratações e 34 demissões), respectivamente.

Macatuba volta a fechar no vermelho

Na microrregião, Macatuba, que vinha de altas consecutivas em fevereiro (35), março (89) e abril (28), voltou a registrar saldo negativo em maio. De acordo com o Caged, a cidade vizinha apresentou retração de seis vagas (101 contratações e 107 demissões) no mês. O desempenho foi puxado para baixo pela indústria, que encerrou 30 postos de trabalho (28 contratações e 58 demissões).

O resultado só não foi pior devido às outras áreas, que compensaram parte da perda. No topo da lista ficou o setor de serviços, com 12 empregos criados (33 contratações e 21 demissões), seguido por agropecuária, com seis (oito contratações e duas demissões), construção, com cinco (oito contratações e três demissões), e comércio, com um (24 contratações e 23 demissões).

Apesar da desaceleração repentina, a cidade vizinha segue com superávit no acumulado entre janeiro e maio, com 115 empregos gerados (752 contratações e 637 demissões). Os números indicam aumento de 3,38% em relação ao estoque observado em dezembro de 2020, com o total de pessoas empregadas no mercado formal passando de 3.404 para 3.519.

O destaque é a indústria, que criou 77 vagas (354 contratações e 277 demissões), e o setor de serviços, com 59 novas ocupações (187 contratações e 128 demissões). Agropecuária e comércio abriram 12 (15 contratações e três demissões) e 11 (150 contratações e 139 demissões) postos, respectivamente. Já a construção perdeu 44 vagas formais (46 contratações e 90 demissões).


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