Lençóis inicia segundo semestre com quase 1,8 mil novos empregos

Empresas ligadas à construção respondem por 69,94% das ocupações criadas entre janeiro e julho

Com mais uma alta em julho, o nível de emprego formal em Lençóis Paulista superou o desempenho de todo o ano passado. É o que aponta a atualização do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgada recentemente pelo Ministério da Economia. De acordo com os dados, apesar da crise econômica ocasionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as empresas da cidade seguem contratando mais do que demitindo. Nos sete primeiros meses de 2020, já foram criadas 1.793 vagas. Em 2019, foram gerados 1.589 empregos.

A alta deste ano segue impulsionada principalmente pela construção civil, beneficiada por fatores como as obras de expansão da unidade da Bracell e o aquecimento do mercado imobiliário local, que tem sido observado há vários meses. No acumulado, as empresas ligadas à construção respondem por 69,94% das 1.793 ocupações preenchidas (6.890 contratações e 5.097 demissões). Entre janeiro e julho, o setor foi responsável pela criação de 1.254 vagas com Carteira de Trabalho assinada (2.316 contratações e 1.062 demissões).

O momento favorável para a construção tem garantido o emprego de muitos lençoenses, mesmo com a crise econômica que afeta a economia global. Joel Siqueira, de 34 anos, mesmo com pouca experiência, conseguiu uma oportunidade na área de carpintaria e já pensa em se capacitar para outras funções. “No momento, sou ajudante, mas estou me esforçando para aprender mais e, talvez, conseguir uma vaga melhor. Além de garantir um salário maior, saber fazer outras coisas é um diferencial na hora de procurar um emprego, por isso eu me dedico”, comenta.

Outro que comemora é Roberto Machado, de 53 anos. Por conta do bom currículo, ele conseguiu um emprego de motorista em uma empreiteira da área de construção e voltou ao mercado de trabalho depois de três anos vivendo de ‘bicos’. “Já fiz um pouco de tudo, mas a maior parte da vida trabalhei de motorista, dirigindo desde carreta de cana até perua escolar, de caminhão de melancia a circular. Isso ajudou a conseguir um registro de novo. Perdi o emprego em 2017 e estava me virando do jeito que dava. Agora, espero manter meu trabalho por um bom tempo”, relata.

Entre as demais áreas, a indústria e o setor de serviços também vêm se destacando, com saldo positivo de 566 (1.983 contratações e 1.417 demissões) e 139 (1.318 contratações e 1.179 demissões) empregos, respectivamente. Na outra extremidade do gráfico, a agropecuária, que até maio tinha saldo positivo, encerrou julho com 19 ocupações perdidas (318 contratações e 337 demissões). Já o comércio, apesar de três meses consecutivos de alta, segue com déficit de geração de emprego no acumulado, com 147 vagas encerradas (955 contratações e 1.102 demissões).


Desempenho de julho foi o melhor da história para o mês

Com 523 postos de trabalho abertos no mercado formal (1.137 contratações e 614 demissões), Lençóis Paulista registrou em julho o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 2003 – o Ministério da Economia não disponibiliza na plataforma do Caged dados anteriores a esse período. O saldo citado supera em mais de seis vezes a quantidade de ocupações preenchidas em julho do ano passado (85) e em quase quatro vezes o recorde anterior para um início de segundo semestre (139), obtido há 16 anos, em 2004.

Mais uma vez a construção teve o melhor desempenho, com 318 novos empregos (470 contratações e 152 demissões). A indústria também manteve a curva ascendente, com 184 vagas abertas (364 contratações e 180 demissões). Até mesmo as áreas mais afetadas pela pandemia fecharam o mês em alta. O setor de serviços teve saldo positivo de 13 postos de trabalho (150 contratações e 137 demissões). Já o comércio criou oito ocupações (138 contratações e 130 demissões). A agropecuária não avançou, mas também não regrediu, com 15 contratações e 15 demissões.


Macatuba já perdeu 109 empregos neste ano

Macatuba é a cidade que vem deixando mais a desejar no quesito geração de emprego, acumulando saldo negativo de 109 ocupações nos sete primeiros meses deste ano (490 contratações e 599 demissões). Em julho, com cinco vagas encerradas (48 contratações e 53 demissões), a cidade vizinha chegou ao quinto mês consecutivo com mais demissões do que contratações no mercado formal.

No mês citado, apenas o setor de serviços fechou com alta, com sete postos de trabalho abertos (26 contratações e 19 demissões). O comércio iniciou o semestre com zero de saldo (15 contratações e 15 demissões). A construção perdeu um emprego (duas contratações e três demissões). Já a indústria teve déficit de 11 vagas (cinco contratações e 16 demissões).

A baixa no ano é puxada justamente pela indústria, que perdeu 112 ocupações entre janeiro e julho (146 contratações e 258 demissões). O comércio também contribui para o resultado ruim, com 29 vagas fechadas (129 contratações e 158 demissões). Por outro lado, agropecuária (17 contratações e três demissões) e serviços (133 contratações e 119 demissões) criaram 14 postos de trabalho cada. Já o comércio abriu quatro ocupações (65 contratações e 61 demissões).


Borebi tem resultado comprometido pela agropecuária

Borebi, a menor das quatro cidades da microrregião, se mantém no vermelho, com déficit de 29 vagas em 2020 (77 contratações e 106 demissões). O desempenho do município é prejudicado pela agropecuária, principal atividade econômica, que não tem tido um bom ano. Entre janeiro e julho, o setor fechou 31 postos de trabalho (55 contratações e 86 demissões).

As demais áreas registram pouca movimentação. A construção civil perdeu uma ocupação (nenhuma contratação e uma demissão). O comércio registrou zero de saldo (uma contratação e uma demissão). A indústria abriu uma vaga com Carteira de Trabalho assinada (nove contratações e oito demissões). Já o setor de serviços criou dois empregos (12 contratações e 10 demissões).

Em julho, o nível de emprego se manteve inalterado na cidade, com zero de saldo (11 contratações e 11 demissões). Enquanto que a agropecuária e a indústria abriram duas vagas (10 contratações e oito demissões) e uma vaga (uma contratação e nenhuma demissão), respectivamente, o setor de serviços perdeu três empregos (nenhuma contratação e três demissões).


Areiópolis segue com bom desempenho no acumulado

Entre as demais cidades da área de cobertura de O ECO, Areiópolis é a que tem o melhor desempenho em 2020. Entre janeiro e julho, o mercado formal do município registrou alta de 126 empregos (354 contratações e 228 demissões), com destaque para as empresas da área agropecuária, que fecharam o período com saldo positivo de 93 ocupações (201 contratações e 108 demissões).

Em segundo lugar aparece o setor de serviços, com superávit de 52 postos de trabalho (93 contratações e 41 demissões), seguido pelo comércio, com uma vaga criada (55 contratações e 54 demissões). Os piores resultados são da indústria, que perdeu 19 vagas (cinco contratações e 24 demissões) e da construção, com saldo negativo de um emprego (nenhuma contratação e uma demissão).

No mês de julho, a cidade vizinha acumulou saldo positivo de sete ocupações (36 contratações e 29 demissões), com melhor desempenho observado no comércio, que abriu sete novas vagas (12 contratações e cinco demissões). O setor de serviços criou uma ocupação (quatro contratações e três demissões). Já a agropecuária perdeu um emprego (20 contratações e 21 demissões).


País registra leve recuperação, mas déficit supera 1 milhão de vagas

No âmbito nacional, julho voltou a registrar saldo positivo depois de quatro meses consecutivos de baixa na geração de emprego no mercado formal. O país encerrou o mês com 131.010 empregos criados (1.043.650 contratações e 912.640 demissões). O melhor desempenho foi da indústria, com 53.590 vagas abertas (205.484 contratações e 151.984 demissões). O pior resultado foi observado no setor de serviços, que perdeu 15.948 ocupações (384.703 contratações e 400.651 demissões).

A sutil recuperação contribuiu para reduzir o déficit contraído nos meses anteriores, mas o país segue com um número elevado de postos de trabalho fechados. Entre janeiro e julho, foram encerradas 1.092.578 ocupações (7.821.801 contratações e 8.914.379 demissões). O setor de serviços e o comércio, os mais afetados pelas restrições adotadas em decorrência da pandemia, são os mais comprometidos, com 536.492 e 453.405 empregos perdidos desde o início do ano.

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