Itens básicos têm alta de até 3,55% neste início de ano

Custo da lista de referência subiu em três supermercados na comparação com dezembro

O consumidor começou o ano se deparando com mais uma alta nos supermercados. De acordo com o acompanhamento mensal feito pela reportagem de O ECO nos quatro maiores estabelecimentos de Lençóis Paulista, o preço da lista de referência com os 50 principais itens de consumo (entenda abaixo como funciona a pesquisa) está até 3,55% mais caro em relação a dezembro de 2021. Os dados foram coletados na última quarta-feira (12).

Apenas o Supermercado 3 não registrou aumento geral entre dezembro e janeiro, porém, apesar de uma pequena redução de 0,45% no preço da lista, de R$ 1137,37 para R$ 1.132,26, o local foi o que apresentou o maior custo total pelo quarto mês consecutivo. Nos supermercados 2, 1 e 4 os reajustes foram de 3,55% (de R$ 1.085,58 para R$ 1.124,11), de 2,05% (de R$ 1.093,18 para R$ 1.115,60) e de 2,04% (de R$ 1.066,07 para R$ 1.087,86).

Em relação a janeiro de 2021, a maior variação foi observada na lista do Supermercado 1, que teve aumento de 9,45% (de R$ 1.019,27 para R$ 1.115,60). No Supermercado 3 a alta foi de 8,60% no período (de R$ 1.042,56 para R$ 1.132,26). No Supermercado 2 o reajuste registrado foi de 7,01% (de R$ 1.050,50 para R$ 1.124,11). Já no Supermercado 4 a elevação de preço ficou na casa dos 5,31% (de R$ 1.032,99 para R$ 1.087,86).

Hortifruti começa 2022 com aumento de preços

Entre novembro e dezembro, o setor de hortifrutigranjeiros foi o único a apresentar redução geral de preço, mas o segmento percorreu o caminho inverso neste início de ano, com reajustes significativos em todos os estabelecimentos. De acordo com a APAS (Associação Paulista de Supermercados), a movimentação “se deve às fortes chuvas que atingiram diversas regiões nas últimas semanas, comprometendo a produção de hortaliças, frutas e legumes”.

Enquanto que no mês passado foram observadas baixas de 11,22% (R$ 122,87 para R$ 109,08), de 10,28% (de R$ 121,55 para R$ 109,05), de 5,19% (de R$ 134,90 para R$ 127,90) e de 3,14% (de R$ 117,78 para R$ 114,08), nos supermercados 1, 2, 3 e 4, respectivamente; a pesquisa deste mês revelou aumentos de 17,72% (para R$ 128,41), de 23,18% (para R$ 134,33), de 11,18% (para R$ 142,20) e de 13,26% (para R$ 129,21) nos mesmos locais.

O item com maior aumento no mês foi a cenoura, cujo quilo ficou 150,25% mais caro (de R$ 1,99 para R$ 4,98) no Supermercado 4. Variações expressivas também foram registradas no preço da batata, +100,40% (de R$ 2,49 para R$ 4,99) no Supermercado 2, da maçã fugi, +53,73% (de R$ 3,89 para R$ 5,98) no Supermercado 4, do tomate, + 48,36% (de R$ 3,97 para R$ 5,89) no Supermercado 1, e da cebola, + 33,11% (de R$ 2,99 para R$ 3,98) no Supermercado 1.

Demais setores ficam entre altos e baixos

Alguns produtos de outros setores também tiveram reajuste considerável de preço. Na parte de mercearia, exemplos são o pacote de 1kg de sal iodado, com aumento de até 30,87% (de R$ 2,98 para R$ 3,90 no Supermercado 4); o pacote de 200g de azeitonas verdes, que ficou até 21,28% mais caro (de R$ 4,70 para R$ 5,70 no Supermercado 4); e a lata de 125g de sardinha em conserva, que subiu até 20,20% (de R$ 4,95 a R$ 5,95 no Supermercado 4).

No setor de higiene e limpeza os vilões foram o pacote de 1 kg de sabão em barra, com alta de 38,99% (de R$ 7,90 para R$ 10,98 no Supermercado 2); a caixa de 800g de sabão em pó, com aumento de 19,60% (de R$ 9,95 para R$ 11,90 no Supermercado 4); o frasco de 500 ml de detergente, que subiu 19,05% (de R$ 1,89 para R$ 2,25 no Supermercado 2); e o tubo de 90g de creme dental, 7,52% mais caro (de R$ 3,99 para R$ 4,29 no Supermercado 3).

A boa surpresa de janeiro veio do açougue, com diversos produtos mais baratos em relação ao levantamento de dezembro. Os destaques ficaram com o quilo do pernil suíno, que sofreu redução de até 32,95% (de R$ 14,90 para R$ 9,99 no Supermercado 4); o quilo do acém em pedaço, cujo preço caiu até 18,21% (de R$ 32,89 para R$ 26,90 no Supermercado 1); e o quilo do frango inteiro, que baixou até 14,30% (de R$ 10,49 para R$ 8,99 no Supermercado 3).

Entenda como funciona a pesquisa mensal

A pesquisa de preços feita pela reportagem de O ECO considera 50 itens básicos encontrados com bastante frequência nos carrinhos de compra dos consumidores locais. A relação, elaborada com a proposta de representar da forma mais fidedigna possível os hábitos de consumo da população, inclui 20 produtos de mercearia, 10 de açougue, 10 do setor de hortifrutigranjeiros e 10 de higiene e limpeza. A lista foi definida a partir de uma enquete realizada com assinantes do jornal.

Para o comparativo são analisadas marcas encontradas em todos os estabelecimentos ou, em caso de indisponibilidade, equiparáveis em qualidade e preço. Todas estão descritas na tabela, que apresenta preços unitários e totais de cada item, considerando como referência o consumo médio mensal de uma família de classe média composta por quatro pessoas adultas. Também estão contabilizados os custos totais por grupo e por lista geral de compras em cada um dos locais visitados. 


A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade.

Valorize o jornalismo profissional. Fuja das Fake News. Clique aqui e assine O ECO!

destaques