Inadimplência cresce quase 20% na pandemia

De abril a setembro deste ano, dívidas somaram R$ 53,9 mil a mais do que no mesmo período de 2019

O valor total da inadimplência registrado de abril a setembro deste ano, meses marcados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), foi 19,8% maior do que o mesmo período do ano passado. As dívidas saltaram de R$ 272.180,92 para R$ 326.171,27, ou seja, uma alta de R$ 53.990,35, segundo dados levantados pela reportagem de O ECO junto à Acilpa (Associação Comercial e Industrial de Lençóis Paulista).

O que chama a atenção é que a quantidade de consumidores negativados caiu de 460 para 418, assim como a de ocorrências, que diminuiu de 641 para 558. E a explicação está no perfil dos negativados, que estão devendo valores mais altos. De abril a setembro de 2019, apenas 21 consumidores tinham dívidas acima de R$ 2 mil, totalizando R$ 57.941,46. Já no mesmo período deste ano, 29 inadimplentes na mesma faixa de valor totalizaram R$ 115.156,48, um aumento de 98,7%.

Em contrapartida, as faixas mais baixas de valores registraram queda na quantidade de consumidores negativados e também na de ocorrências. Em 2019, de abril a setembro, 512 pessoas deviam até R$ 500, totalizando R$ 103.504,85 em dívidas. Já em 2020, 402 inadimplentes somaram R$ 81.148,60.

O QUE DIZ A ACILPA

Segundo Bruna Maria Barbosa Souza, presidente interina da Acilpa, além do prejuízo causado para a empresa credora, muitas vezes a negativação de um cliente implica em uma venda que deixará de ser realizada por outra empresa para aquele consumidor. “Temos certeza que o consumidor não quer ter dívidas. Infelizmente, acontecem alguns imprevistos e as pessoas se endividam”, afirma.

Apesar da dificuldade, Bruna revela que os comerciantes têm facilitado as formas de pagamento, com o objetivo de abater os valores. “Para o comerciante é muito importante receber as vendas já realizadas, sem contar que quanto mais clientes com o nome limpo, melhor, pois maior a possibilidade de vendas. A Acilpa também realiza frequentemente a campanha de “Limpa Nome”, que parcela o pagamento de dívidas. O resultado é muito bom, sempre temos uma grande procura. Isso indica que as pessoas desejam pagar suas dívidas”, comenta.

A Acilpa não tem números mais recentes da inadimplência, porém, a flexibilização da economia através do Plano São Paulo, projeto que prevê a retomada das atividades não essenciais, se mostra um alento tanto para o consumidor quanto para o empresário. “As pessoas estão voltando à rotina, visitando as lojas locais. Isso facilita o pagamento das parcelas”, finaliza a presidente interina da Acilpa.

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