Geração de emprego atinge 12ª alta consecutiva em Lençóis

Apesar disso, contratações desaceleram e saldo registrado em abril é o mais baixo do período

Para quem está acostumado aos números expressivos dos últimos meses, o desempenho de Lençóis Paulista na geração de emprego foi bem modesto em abril. Segundo informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgadas na semana passada pelo Ministério da Economia, a cidade encerrou o mês com o saldo de contratações formais (com registro em Carteira de Trabalho) bem abaixo dos resultados obtidos nos meses anteriores.

Depois de iniciar o ano com o volume de admissões em ritmo acelerado, com a abertura de 824 (2.096 contratações e 1.272 demissões), 597 (1.780 contratações e 1.183 demissões) e 648 vagas (1.789 contratações e 1.141 demissões) nos meses de janeiro, fevereiro e março, respectivamente, a economia lençoense teve uma desaceleração em abril, com a criação de 58 empregos (1.775 contratações e 1.717 demissões), de acordo com o Caged.

O resultado é o menos expressivo desde abril do ano passado, último mês em que a cidade registrou saldo negativo na geração de emprego. Na ocasião, marcada pelo início da quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e, consequentemente, pela paralisação total das atividades consideradas não essenciais pelo Governo do Estado de São Paulo, foram fechados 456 postos de trabalho (515 contratações e 971 demissões).

O resultado de abril foi comprometido pelo desempenho das empresas da construção, que demitiram mais do que contrataram pela primeira vez em um ano – também desde abril de 2020, quando foram perdidas 84 vagas (119 contratações e 203 demissões). Dessa vez, o setor fechou o mês com saldo negativo de 319 ocupações (532 contratações e 851 demissões), com as maiores baixas ocorrendo nas funções de carpinteiro (-75), soldador (-61) e servente (-59).

As demais áreas globais da economia local registraram alta no mês, com destaque para o setor de serviços, que criou 196 empregos (434 contratações e 238 demissões), e para a indústria, que abriu 146 postos de trabalho (595 contratações e 449 demissões). Agropecuária e comércio, que vinham de desempenhos ruins em março, tiveram superávit de 23 (56 contratações e 33 demissões) e 12 vagas (158 contratações e 146 demissões), respectivamente.

ACUMULADO

Com os números contabilizados em abril e a consolidação dos dados referentes a março (com ajustes feitos a partir de registros atualizados pelas empresas após o fechamento do balanço mensal), Lençóis Paulista acumula saldo positivo de 2.127 empregos em 2021 (7.440 contratações e 5.313 demissões). A indústria lidera o ranking de forma disparada, respondendo por mais da metade dos postos de trabalho criados: 1.172 (2.699 contratações e 1.527 demissões).

Em seguida, aparecem o setor de serviços, com 500 (1.450 contratações e 950 demissões); a construção, com 457 (2.424 contratações e 1.967 demissões); e o comércio, com oito novas vagas (718 contratações e 710 demissões). Apesar do desempenho de abril, a agropecuária segue com déficit de geração de emprego no mercado formal, com 10 ocupações perdidas nos quatro primeiros meses deste ano (149 contratações e 159 demissões).

VARIAÇÃO

Em abril, o estoque de empregos formais, ou seja, a soma de todas as vagas preenchidas por pessoas com registro em Carteira de Trabalho, chegou a 25.786 na cidade, o que representa aumento de 0,23% em relação ao estoque consolidado de março (25.728). Na comparação com o estoque de 2020, quando 23.659 pessoas residentes na cidade estavam formalmente empregadas, o avanço nos quatro primeiros meses deste ano foi de 8,99%.

A maior alta percentual do período é da indústria, que passou de 8.183 para 9.355 empregados (14,32%). Em seguida, quase empatadas, aparecem a construção e o setor de serviços, que aumentaram o número de trabalhadores de 4.625 para 5.082 (9,88%) e de 5.072 para 5.572 (9,86%), respectivamente. O comércio, por sua vez, registrou alta de 0,20%, com elevação do estoque de 4.005 para 4.013 postos. Já a agropecuária teve retração de 0,56, de 1.774 para 1.764 vagas.

Macatuba criou 121 vagas formais desde janeiro

Na microrregião de cobertura de O ECO, a vizinha Macatuba segue em bom momento depois de registrar o melhor balanço dos últimos cinco anos e meio na geração de emprego – de acordo com dados consolidados, foram criadas 89 ocupações em março (234 contratações e 145 demissões). Segundo o Caged, em abril, a cidade teve saldo positivo de 28 vagas com registro em Carteira de Trabalho (137 contratações e 109 demissões).

O destaque do mês foi a indústria, com 44 novos empregos (84 contratações e 40 demissões), seguida pela agropecuária, que criou sete ocupações (sete contratações e nenhuma demissão). O resultado só não foi melhor devido a desempenhos ruins do comércio, da construção e do setor de serviços, que perderam 11 (19 contratações 30 demissões), 10 (uma contratação e 11 demissões) e dois postos (26 contratações e 28 demissões), respectivamente.

No acumulado do ano, o superávit é de 121 vagas (651 contratações e 530 demissões), alavancado pela indústria, com 107 empregos gerados (326 contratações e 219 demissões). Em segundo lugar aparece o setor de serviços, com 47 postos (154 contratações e 107 demissões), seguido por comércio e agropecuária, com 10 (126 contratações e 116 demissões) e seis ocupações criadas (sete contratações e uma demissão). A construção tem saldo negativo de 49 (38 contratações e 87 demissões).

Areiópolis registra melhor desempenho no ano em abril

Em alta desde março, com a abertura de 25 postos de trabalho (61 contratações e 36 demissões), segundo números atualizados, o mercado formal de Areiópolis teve superávit de 47 empregos em abril (87 contratações e 40 demissões). No mês, apenas o comércio fechou no vermelho, com saldo negativo de quatro ocupações (cinco contratações e nove demissões).

A maior alta foi registrada pela agropecuária, que criou 38 vagas (66 contratações e 28 demissões) no mês, seguida pelo setor de serviços e pela indústria, que abriram oito (10 contratações e duas demissões) e cinco postos (seis contratações e uma demissão), respectivamente. A construção, por sua vez, não teve movimentação na abertura do segundo trimestre.

A cidade agora tem superávit de 39 empregos (184 contratações e 145 demissões) em 2021, 32 apenas na agropecuária (122 contratações e 90 demissões). Indústria e serviços criaram 13 (16 contratações e três demissões) e quatro vagas (24 contratações e 20 demissões). Comércio e construção perderam nove (22 contratações e 31 demissões) e uma ocupação (nenhuma contratação e uma demissão).

Borebi chega ao terceiro mês de déficit

Ao contrário das demais cidades, a pequena Borebi ainda não conseguiu engrenar na geração de emprego e chegou ao terceiro mês consecutivo de déficit de vagas no mercado formal. Com saldo zerado em janeiro, seguido de baixas registradas em fevereiro (-2) e março (-27), o município perdeu mais sete ocupações em abril (14 contratações e 21 demissões).

O desempenho foi puxado para baixo pela agropecuária, que fechou sete vagas (10 contratações e 17 demissões), e pela indústria, que recuou um posto de trabalho (três contratações e quatro demissões). Sem movimentações no comércio e na construção, o setor de serviços foi a única exceção, com um emprego gerado no mês (uma contratação e nenhuma demissão).

A cidade tem saldo negativo de 36 vagas no ano (69 contratações e 105 demissões), mesmo déficit da agropecuária (43 contratações e 79 demissões). Comércio (três contratações e quatro demissões) e serviços (11 contratações e 12 demissões) tiveram uma ocupação perdida. A indústria criou dois postos (12 contratações e 10 demissões). Já a construção não teve movimentação.

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