Turismo lençoense volta a respirar

Crise causada pelo novo coronavírus freou investimentos e boas perspectivas; no ramo hoteleiro, turismo de negócios ajudou a reduzir os prejuízos

A crise causada pelo novo coronavírus (Covid-19) ainda deixa marcas no turismo. Nas fases mais restritas da quarentena, muitos municípios dependentes economicamente do setor precisaram aguardar para poder voltar com as atividades. Demissões em massa, queda na arrecadação e abandono de pontos turísticos foram as principais e inevitáveis consequências.

Em Lençóis Paulista, o turismo de negócios ajudou a reduzir o impacto. É o que garante Gina Mara Foganholi, proprietária do Passer Hotel. “Nos meses de abril, maio e junho, nossa taxa de ocupação caiu cerca de 70%. O que ajudou manter a empresa em funcionamento foram hóspedes que estão morando no hotel. Colocamos alguns colaboradores em suspensão para diminuir custos, mas sem precisar demitir”, comenta.

Segundo a proprietária, em julho houve um acréscimo de 10% nas ocupações, número que vem aumentando mês a mês. “Durante a semana, temos uma ocupação de praticamente 100%, mas aos finais de semana este número cai para 30%. Isso é reflexo da ausência dos hóspedes que vem para Lençóis Paulista para participar de casamentos e eventos em geral”, explica.

Depois de um longo período de turbulência, a proprietária do Passer Hotel acredita que o pior já passou, o que dá esperanças em relação aos próximos meses. “Estamos adotando todas medidas de segurança, atendendo às do Ministério da Saúde. Assim, acreditamos que logo tudo deva se normalizar para que possamos ter mais tranquilidade para trabalhar”, pontua.

Marisa Goreth Vieira Machado Casagrande, sócia-proprietária da Vinícola Casagrande, também sentiu o impacto financeiro dos meses de restrições mais rígidas por conta da pandemia. Além da própria vinícola, visitada por pessoas de toda região e até de outras partes do estado, o complexo conduzido por Marisa ainda conta com um restaurante que também foi atingido pela crise.

“Tive que parar com todas as atividades na vinícola, todo meu faturamento se reduziu a zero no primeiro mês da pandemia. Mas, após compreendermos melhor o que estava acontecendo, disponibilizamos o sistema de retirada no balcão e delivery, de forma a recuperar o tempo em que ficamos fechados”, complementa a empresária, que diz que o movimento começou a aumentar só a partir de setembro.

O motivo, segundo ela, é o desejo acumulado das pessoas em saírem de casa. “Como temos um grande espaço arejado, na atual condição, nosso negócio tem tido uma alta procura para o lazer e para a alimentação. Com a chegada das festividades de final de ano e a venda de uvas em nossa propriedade, esperamos que o movimento volte ao normal, sempre tomando as devidas precauções e recomendações”, finaliza.

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