Lençóis Paulista tem 129 cadastros de artistas e espaços culturais

IMPACTO NA ARTE – Artistas e espaços culturais estão entre os mais afetados durante a pandemia (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Cultura de Lençóis Paulista recebeu, até nessa quinta-feira (3), 129 cadastros para a utilização dos recursos disponibilizados pelo Governo Federal por meio da Lei Aldir Blanc, que prevê auxílio emergencial de R$ 600 – por três meses – ao setor cultural por conta dos impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A cidade deve contar com cerca de R$ 500 mil em verbas.
Entre as diversas áreas da cultura, as que tiveram maior número de inscrições foram música (60), artes cênicas (22) e artesanato (15). O prazo para cadastro se encerraria na quarta-feira (2), mas foi estendido. As pessoas interessadas devem procurar a Casa da Cultura Prof.ª Maria Bove Coneglian (Rua Sete de Setembro, 934, no Centro). Outras informações pelo telefone (14) 3263-6525.
Segundo o secretário Marcelo Maganha, todos os cadastros serão consolidados e apresentados ao comitê criado para tratar o assunto. “Nós saímos na frente de outros municípios por conta do cadastramento e da criação de um comitê municipal que trabalha a Lei Aldir Blanc desde julho. Após o censo, vamos delinear os dados e criar editais de fomento à cultura, dos quais os artistas locais poderão participar”, explica.
Em Macatuba, a Secretaria de Cultura realizou 32 cadastros até 21 de agosto, quando se encerrou o prazo de inscrição. Segundo a secretária Conceição Carpanezi, o valor estimado para aplicação do recurso no município é de R$ 146,9 mil, de acordo com as regras estabelecidas pela lei. “Estamos elaborando o plano de ações para fazer o cadastro na Plataforma do Governo Federal”, acrescenta.
De acordo com pesquisa recente da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) sobre os impactos da crise gerada pela pandemia, as atividades artísticas e criativas estão entre os dez setores com maior índice de vulnerabilidade econômica. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo estima que o segmento terá prejuízo de R$ 34,5 bilhões em 2020 e 2021.

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