História de amor incondicional

Para Luiz Roberto da Silva, cachorrinhas Nina e Pitucha são como membros da família

“Coração puro” é como Luiz Roberto da Silva descreve os animais, que têm um dia só deles: 4 de outubro. O lençoense, de 53 anos, pode comprovar, por experiência própria, o quanto um animal de estimação tem o poder de transformar a vida de uma pessoa. É o que tem ocorrido com a cachorrinha Nina, que desde o dia em que foi adotada vem retribuindo com um amor incondicional.

Segundo Luiz Roberto, Nina apareceu na rua e passou a ser alimentada pelos vizinhos, mas acabou se tornando parte da família. Tudo aconteceu em um dia em que ele e sua esposa, Márcia Cristina Souza da Silva, de 51 anos, preocupados com uma tempestade que se aproximava, resolveram recolher a cachorrinha. “Era para ela ficar só até a tempestade passar, mas não saiu mais”, recorda.

No início, Nina se assustava facilmente, rosnava quando os novos donos tentavam fazer um carinho e começava a tremer e a urinar no chão quando era repreendida, como se esperasse algum ato de violência. “Acho que ela era maltratada”, lamenta Luiz Roberto, que revela que agora tudo é diferente. “Nós a abraçamos, encostamos o nariz no focinho dela, beijamos o pelo e ela já vem nos lamber!”, festeja.

Nina demorou um pouco para se adaptar ao novo ambiente, principalmente ao convívio com as outras duas cachorras do casal, Pitucha e Mel, a última falecida recentemente, aos 12 anos. “Hoje, elas não se estranham mais, mas a gente ainda mantém alguns cuidados. Damos carinho igualmente, para nenhuma se sentir deixada de lado”, destaca.

Para Luiz Roberto, os animais têm sentimentos iguais aos seres humanos, sentem medo, dor, frio, fome e, quando bem tratados, retribuem com muito carinho. “Chego do trabalho estressado do dia a dia e, quando vejo, aquela coisinha sincera já está pulando em mim, querendo lamber e me dar um beijo. Ela quer sempre ser a primeira a me dar atenção. Esse carinho tira até meu estresse”, afirma.

Completamente apaixonado por suas duas cachorras, Luiz Roberto também destaca que outra característica inerente à personalidade dos animais é a pureza. “O ser humano guarda rancor, mas eles não. Além de espertos, os animais são sinceros, têm um coração puro. Nós temos muito o que aprender com esse amor verdadeiro que eles demonstram”, finaliza.

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