“É meu segundo lar”

Lençoense João Romani completou 50 anos de Hospital Piedade

Uma vida de dedicação, aprendizado e amor à profissão. No último domingo (8), o casamento entre o João Romani e o Hospital Nossa Senhora da Piedade completou bodas de ouro. Possivelmente, quem é de Lençóis Paulista já o viu passar pelos corredores do local algum momento da vida. A união surgiu da necessidade de conseguir um emprego para ajudar os pais que estavam doentes, mas se transformou em uma trajetória de vida emocionante.

Ele conta como tudo começou, em maio de 1972. “Conversando com as freiras que eram administradoras na época, elas me concederam a oportunidade de fazer uma experiência para ver se dava certo trabalhar na área da enfermagem. Fiquei uma semana observando e, aos poucos, comecei”, conta João Romani, que trabalhou como atendente de enfermagem de 1972 a 1980 e, no ano seguinte, realizou o curso de auxiliar de enfermagem para se capacitar.

Ao longo destes 50 anos, o lençoense tem muitas histórias para contar. A primeira e, com certeza, a mais marcante foi ter conhecido sua esposa, Neuza Maria Germino Romani, nos corredores do hospital. Os dois se casaram em 1980 e, desde então, nunca mais se separaram. “Foi uma experiência boa, porque formamos uma família com dois bons filhos”, relata Neuza, que também completou 50 anos trabalhando na área da saúde, 33 deles no Hospital Piedade e mais 17 anos no CMU (Centro Médico Unimed).

O auxiliar de enfermagem lembra que acompanhou de perto diversas transformações na área da saúde ao longo destes 50 anos trabalhando no hospital. “Tivemos muitas mudanças, como a ampliação do hospital, novos materiais, nova estrutura de atendimento, boas administrações e bons funcionários. Sempre com o objetivo de levar avante a entidade”, detalha.

Mesmo depois do início da pandemia da Covid-19, João não deixou de trabalhar. Por meses, ele foi peça fundamental dentro do Hospital Piedade devido à falta de funcionários que precisavam ficar de quarentena após contrair o vírus. Em 2021, ele também foi infectado e precisou ser afastado por longos meses. “Peguei a Covid-19 e passei maus momentos, mas, graças a Deus, me recuperei e continuo na área fazendo o possível para ajudar as pessoas na reabilitação para recuperar a saúde”. Neuza também teve Covid-19 e boa parte do tempo em que esteve internada, João também estava.

HOMENAGEM – João Romani recebeu as homenagens pelos 50 anos de Hospital Piedade ao lado de sua família (Foto: Divulgação)

Após ter contraído Covid-19, João ficou 10 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ao longo dos 17 que precisou ficar internado. Esse tempo foi dividido entre o Hospital Piedade e a UTI do Hospital Unimed em Bauru. “Não me lembro de nada. Só me lembro do dia em que fui internado e no dia da alta. Precisei ir para a enfermaria para ir me recuperando aos poucos”, conta. O auxiliar de enfermagem ficou dois meses afastado do trabalho e realizou acompanhamento de fisioterapia para recuperar a saúde do corpo.

Quando perguntado sobre aposentadoria, o auxiliar de enfermagem deixa a escolha nas mãos de sua esposa. “Eu não pretendo parar, enquanto Deus permitir eu quero continuar trabalhando. Agora, se a esposa parar eu posso pensar em parar também”, brinca o auxiliar de enfermagem, que recebeu uma homenagem do Hospital Piedade na última segunda-feira (9), com a presença de funcionários, colegas de trabalho e, claro, da família.

Apesar de já estar aposentado há muitos anos, ele também ressalta o motivo de ainda continuar trabalhando. “É algo que eu gosto. Cuidar das pessoas, bons colegas, bons médicos, boa administração hospitalar. Então, nós somos uma família. Tudo isso me ajuda a levar adiante essa atividade. Lá é meu segundo lar”, finaliza.


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