Vai começar a dança das cadeiras

CAMPANHA

A campanha eleitoral começou no último domingo (27) e os candidatos das cidades da área de cobertura de O ECO têm adotado estratégias distintas nesses primeiros dias. Pelas movimentações iniciais já dá para perceber com bastante clareza quais deles saberão utilizar melhor os meios digitais com o objetivo de se aproximar do eleitorado. 

PRESENÇA

Em tempos em que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) cria um enorme obstáculo para o trabalho de rua, conseguir marcar presença da forma certa nas redes sociais é indispensável. Particularmente neste quesito, alguns candidatos já despontam na corrida eleitoral, pelo menos na visão do público mais atento.

CRIATIVIDADE

Como nem todos contarão com os mesmos recursos para colocar em prática os seus projetos em busca do desejado apoio nas urnas, a criatividade deve ser um fator determinante. Na verdade, sempre foi, mas 2020 tem inúmeras peculiaridades para potencializar isso ainda mais.

LÍNGUA DO POVO

É óbvio que existem outras questões, mas falar a língua do povo é fundamental para quem quer governar, ao menos para quem quer governar para o povo. Muitos passam os meses que antecedem as eleições tentando criar uma imagem diferente, quase perfeita, mas isso não funciona. Discursos prontos não convencem mais ninguém.

GOVERNO OU PODER?

Cabe a cada candidato apresentar com clareza suas propostas para combater os problemas que afetam a sociedade. Você já parou para se perguntar o que cada um quer para a cidade? Encontre a resposta e ela te dirá quem tem projeto de governo e quem tem apenas projeto de poder.

NO PÁREO

E por falar em candidatos, as primeiras relações oficiais disponibilizadas no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revelam que as cidades de nossa microrregião terão, além dos já conhecidos 12 candidatos a prefeito e vice, 521 candidatos a vereador: Lençóis Paulista (274), Macatuba (144), Areiópolis (60), e Borebi (43).

AUMENTO

O número representa aumento em relação às eleições de 2016, quando 498 pedidos de registro de candidatura foram apresentados. Apenas Lençóis Paulista teve aumento com 98 candidatos a mais. Macatuba, Areiópolis e Borebi perderam 12, 44 e 18 concorrentes ao Legislativo, respectivamente.

HÁ VAGAS

Poucos partidos conseguiram formar chapas completas. Em Lençóis, dos 19 partidos que disputam as eleições, apenas seis estão nessas condições, com 18 candidatos: DEM, PSL, PODE e PL, que apoiam o prefeito Anderson Prado de Lima, e PATRI e PRTB, da base do ex-prefeito José Antonio Marise.

CADÊ ELAS?

O principal entrave é a dificuldade para encontrar mulheres que se disponham a concorrer, visto que o número de representantes não pode ser inferior a 30% das candidaturas. Apesar disso, em Borebi, mesmo sem chapas completas, as mulheres representam quase a metade do total, atingindo 44,2%.

QUER FICAR

A disputa pelo Legislativo também tem suas peculiaridades. Entre as 521 pessoas que concorrem a vagas nas câmaras municipais de Lençóis Paulista, Macatuba, Areiópolis e Borebi, 33 tentam manter seus assentos intactos nessa dança das cadeiras, cerca de 6,34% do total de candidatos.

SENTADO OU DE PÉ?

A brincadeira começou no último domingo e só termina no dia 15 de novembro. A música já está tocando e quem está no jogo tem que ter em mente uma coisa muito importante: quando o disco parar de rodar apenas os mais sagazes conseguirão se sentar. Quem vacilar fica de pé.

DE NOVO

Em Lençóis Paulista, dos 12 vereadores, 10 tentam garantir mais quatro anos de mandato. Nardeli da Silva e Professora Diusa (DEM), Chico Naves e Professor Guto (MDB), Paulinho Victaliano e Mirna Justo (PSDB), Bibaia (POPE), Dudu do Basquete (CIDA), Luizinho do Açougue (PL), e João Miguel Diegoli (PSL).

FORA

Os únicos que não concorrem são André Sasso, o Cagarete (DEM), que provavelmente deve voltar a dirigir a Secretaria de Desenvolvimento caso o prefeito Anderson Prado se reeleja; e Manoel dos Santos Silva, o Manezinho (PSL), que é justamente o candidato a vice na chapa da situação. Portanto, teremos pelo menos dois novos nomes.

RENOVAÇÃO

A quem aposte que a mudança deva ser maior por conta de diversos fatores, desde a atuação modesta de alguns vereadores, passando pelo desgaste de outros tantos, até um possível resquício da onda de renovação que eclodiu nas eleições de 2018, resultando na troca de muitos parlamentares nos legislativos estadual e federal.

DESGASTE

No que depender das considerações e análises de uma fonte, pelo menos cinco novos nomes devem pintar por aí no ano que vem. A projeção leva em conta algumas polêmicas que teriam servido para minar a popularidade de alguns candidatos. Na verdade, isso também tem sido observado em outros locais.

BURBURINHO

Em Macatuba, que terá, no mínimo, três novos vereadores, já que Anderson Ferreira (PODE) e Fabrício Gino Pereira (PSD), concorrem a prefeito, e Sílvia Pedroso (PSDB), não aparece na lista, outro atento interlocutor se arrisca a dizer que outros três que não estariam nada bem na boca dos macatubenses devem cair.

QUEM SERÁ?

Só para citar, na cidade vizinha, que tem 144 candidatos, oito vereadores concorrem à reeleição: presidente Júlio Saes e Eloísio Abel (PTB), João Zoião e Ricardo Genovez (CIDA), Elaine Correia (PV), Lasão Cordeiro (PSD), Marcos Góes (MDB), e Tião da Laranja (PL).

NÃO VAI

Em Areiópolis, que tem nove cadeiras, dois vereadores estão fora do páreo. Um deles é José Eduardo Bitu (PSDB), que concorre como vice na chapa de Adriano Romualdo de Oliveira (CIDA). O outro é Nilson Rodrigues de Lima (PL), que não se lançou candidato. 

É MEU!

Os outros sete parlamentares tentam manter seus preciosos cargos pelo menos pelos próximos quatro anos. Alírio dos Santos e Marildo Alves (MDB), Diva Pinheiro e João Miquelino (DEM), Lucão Benedito e Nilson Vendito (PSD), e Michel Augusto (CIDA) Cidadania, que é o atual presidente.

UMA BAIXA

Borebi é a que tem menos baixas entre os candidatos, apenas com um dos nove vereadores fora da disputa: Guilherme Stradioto (PSDB). Quem tenta se manter no cargo é Angela Barbosa, João Lima, Magregory Oliveira e Waldinei Paludeto (PSDB), Marcos Pontes e Roger Martins (MDB), e Reginaldo Martins e Thiago Oliveira (PV).

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