Terceira Coluna 14

CONTAGEM REGRESSIVA
Como todos já sabem, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, as eleições municipais deste ano foram adiadas para os dias 15 e 29 de novembro – apenas no dia 15 nas cidades em que não há segundo turno. Portanto, estamos a 100 dias de escolher nossos representantes nos poderes Executivo e Legislativo, a três semanas do início do período de convenções.
JOGO POLÍTICO
Em Lençóis Paulista, como em um grande tabuleiro de xadrez, as peças vão se movimentando de forma lenta, mas contundente. Os postulantes aos cargos majoritários têm adotado estratégias distintas para surpreender seus oponentes, cada qual com suas convicções. Muitos, na ânsia de atacar, expõem suas defesas de maneira praticamente irreparável.
SEGREDO DO NEGÓCIO
Na política, como em quase tudo, a vitória é algo que se constrói aos poucos. Para cada ação existirá sempre uma reação e o que determina a proporcionalidade da resposta é a perspicácia. Ampliar o campo de visão para observar as coisas como um todo permite enxergar além do que se vê. Se antecipar aos movimentos do oponente é questão fundamental.
QUEM PODE MAIS..
É óbvio que, no final, não necessariamente o vencedor será aquele que contabilizar o maior número de acertos, mas quem menos errar – e todos erram. Quem não se atenta aos detalhes ou se dá conta disso apenas no final do jogo, dá um grande passo para a derrota. É o famoso jogo do ‘quem pode mais, chora menos’, que não dá margem para deslizes.
UM CONTRA UM
A corrida rumo à Praça das Palmeiras deve ser protagonizada pelo atual prefeito Anderson Prado de Lima (DEM), e pelo ex-prefeito José Antonio Marise (PSDB), que devem travar uma nova batalha direta. Em 2016, o vencedor da disputa foi Prado, que recebeu apoio de 16.554 eleitores, contra 15.532 de Marise, para colocar fim a uma hegemonia de 16 anos de governo tucano.
COMEÇA PELA BASE
Neste ano, é Marise que tenta derrubar o rival do poder. Entre os que acompanham os desdobramentos da política local uma pergunta é bastante recorrente: Estaria ele fazendo o que realmente precisa para chegar mais forte neste pleito do que saiu do anterior? A resposta pode ter diversos vieses, mas o tema central é o fortalecimento das bases.
FUNDAMENTAL
Consideramos como base o conjunto de aliados que determinado candidato consegue reunir ao seu redor. Em uma campanha eleitoral extremamente curta, com menos de 50 dias, e em um cenário de pandemia que dificultará bastante o trabalho corpo a corpo, será fundamental o papel dos cabos eleitorais, talvez até mais do que o das poderosas redes sociais.
BOCA A BOCA
Cabos eleitorais não são trabalhadores contratados para fazer panfletagem ou blitz em semáforo, que também têm importância no processo, mas aos próprios candidatos a vereador. Cada um com seus apoiadores tem um enorme potencial de agregar votos para seus ‘prefeitáveis’. Não são apenas as propostas que convencem o eleitorado, meus caros.
REDE DE APOIO
Independentemente do desfecho das convenções, a reportagem de O ECO apurou que Prado pode ter pelo menos 10 partidos em sua base, sem contar o DEM. A composição com MDB, PL, PSB, PSC e PV não é novidade, além de Avante e Solidariedade, que não devem lançar candidaturas. Fora estes, um acerto próximo com o vereador Manoel dos Santos Silva, o Manezinho, também deve trazer PSL e Podemos.
ALIANÇA
A novidade da semana é o PSD, de José Antonio Silva, o Neno, presidente da Acilpa. Cotado para encabeçar uma chapa majoritária e, ao mesmo tempo, apontado como um dos possíveis candidatos a vice de Marise, Neno deixou de lado todas as possibilidades para declarar apoio a Prado. A informação foi confirmada por ele próprio na tarde dessa quinta-feira (6)
LÁ E CÁ
Neno havia declarado que o lançamento de uma candidatura própria a prefeito na cidade era visto como prioridade pelo diretório estadual do PSD, principalmente pelo presidente da legenda, Gilberto Kassab. No entanto, ao menos quatro partidos faziam investidas para uma composição. Tudo indicava para o PSDB, mas o argumento mais convincente veio do DEM.
NA CÂMARA
Mas Neno não deve ser o vice que muitos estão na expectativa para conhecer. Agora os planos são outros: a Câmara Municipal. Com apoio do prefeito, que também já ocupou a presidência da Acilpa, ele deve se lançar candidato a vereador levantando a bandeira da classe. O objetivo, segundo ele, é defender os interesses do setor e ajudar na recuperação econômica pós-pandemia.
CARTADA
Para quem está ligado nos bastidores não há dúvidas de que essa foi mais uma cartada certeira de Prado. Marise perde mais uma oportunidade de fortalecer sua corrente de apoio, como já ocorreu com outras siglas. Por hora, tudo indica que, além do PSDB, apenas Cidadania, Patriota, PDT, Progressistas, PROS e PRTB devem apoiar o ex-prefeito nas urnas.
PÓS-ELEIÇÕES
É importante salientar que a composição das bases não tem impacto apenas nas eleições. Seja qual for o resultado, os reflexos da nova conjuntura política devem se estender por um longo período, principalmente na Câmara Municipal, que no atual contexto pode ser composta por uma maioria considerável de apoiadores de Prado, com menos representantes pró-Marise.
MUDANÇAS
Mas o Legislativo é assunto para depois. Neste ano, a mudança no calendário não será a única novidade do pleito. Pela primeira vez, candidatos a vereador não poderão concorrer por meio de coligações, que foram vedadas pela Emenda Constitucional 97/2017. Isso deve trazer inúmeras implicações que a Terceira Coluna explica na semana que vem.

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