Prado e Pardini tomam as rédeas do enfrentamento à Covid-19 na região

EM PAUTA

A Saúde tem sido o grande tema da semana. O destaque é a marcha de prefeitos da região para São Paulo, capital, onde, na tarde da quarta-feira (17), foi realizada uma audiência com Rubens Cury e Marco Vinholi, secretários Executivo e de Desenvolvimento Regional do Governo do Estado.

LIDERANÇA

O encontro, que também contou com a participação do deputado federal Rodrigo Agostinho (PSB), foi intermediado pelos prefeitos Anderson Prado de Lima (DEM), de Lençóis Paulista, e Mário Pardini (PSDB), de Botucatu, que despontam como líderes regionais no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

BLOCO

Com portas abertas no Palácio dos Bandeirantes e boa relação com membros do primeiro escalão do Poder Executivo estadual, Prado e Pardini têm tomado a frente das tratativas com apoio da grande maioria dos prefeitos da região abrangida pelo DRS (Departamento Regional de Saúde) de Bauru.

CONFLITO

O protagonismo da dupla se evidencia enquanto Suéllen Rosim (PATRI), prefeita bauruense, se mantém em rota de colisão com o governador João Doria (PSDB). À frente da maior cidade da região Centro-Oeste, ela tem contrariado sistematicamente as decisões vindas de São Paulo, causando a ira do tucano.

DO LADO DE LÁ

Com direito à visita estratégica ao gabinete do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em Brasília; entrevistas a veículos que apoiam incondicionalmente o Palácio do Planalto; além de suposta participação em um almoço com aglomeração organizado por apoiadores do presidente, a bauruense já havia deixado claro de que lado está.

“FORA DORIA”

A cereja do bolo foi a participação da prefeita em uma manifestação realizada na última sexta-feira (12), em Bauru. O evento, organizado pelo empresário Luciano Hang, dono da Havan e bolsonarista de carteirinha, teve direito a trio elétrico, interdição da Rodovia Marechal Rondon (SP-300) e dezenas de faixas com a mensagem “Fora Doria’.

PALANQUE

Para muitos dos que acompanham a política regional, Suéllen Rosim estaria utilizando o pretexto de defender os interesses da população para ganhar notoriedade na mídia, enquanto que, na prática, suas decisões pouco benefício trouxeram aos que mais sofrem com os efeitos diretos e indiretos da pandemia, já que sequer se sustentaram.

SEGUNDAS INTENÇÕES

Há quem diga, inclusive, que a prefeita tem segundas intenções. Depois de abandonar o jornalismo para se lançar na política, tendo concorrido pela primeira vez a um cargo eletivo em 2018, quando tentou, sem sucesso, se eleger deputada estadual, ela estaria almejando uma candidatura ao Governo do Estado.

DEVANEIOS

Enquanto vive seus devaneios políticos em meio ao caos na saúde pública regional, assiste aos colegas tomarem as rédeas da situação. Nessa quarta-feira, Prado e Pardini novamente lideraram outros prefeitos na reunião no Palácio dos Bandeirantes. Falando em nome de 47 cidades, a dupla colocou na mesa as reivindicações da região.

MAIS LEITOS

A principal cobrança foi em relação à implantação dos mais de 200 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e enfermaria prometidos em outra reunião realizada no início deste mês, visto que os altos índices de ocupação hospitalar têm sido o principal motivo para a manutenção da região na Fase Vermelha do Plano São Paulo.

MUDANÇA

Outra solicitação exposta por Prado e Pardini foi a revisão do modelo de avaliação do Plano São Paulo. Os prefeitos pedem o fim na classificação regional, que, para eles, estaria prejudicando as cidades do DRS de Bauru, que tem, na comparação com outras regiões, número inferior de leitos para cada 100 mil habitantes.

OFERTA

Durante a reunião, os chefes dos Poderes Executivos também propuseram a ampliação da rede de atendimento dentro dos municípios, como forma de contribuir para reforçar o potencial de enfrentamento da região como um todo. Para isso, é necessária a habilitação de outros leitos já existentes, transferindo o custeio ao Estado.

DEMANDA

Lençóis Paulista, por exemplo, teve seis dos 12 leitos de UTI criados no PAC-19 (Pronto Atendimento à Covid-19) habilitados, o que abriu o atendimento para a demanda geral. Caso outras dezenas de leitos espalhados por diversas cidades também entrem na conta, a situação melhoraria consideravelmente.

EM MARÇO

À reportagem, o prefeito Prado disse que as reivindicações serão analisadas pela Secretaria Estadual de Saúde e pelo Centro de Contingência criado pelo governador João Doria. Segundo ele, a previsão dada aos prefeitos para o funcionamento dos novos leitos foi o mês de março.

SEM NOVIDADE

Enquanto isso, contrariando a expectativa de que a região avançasse para a Fase Laranja do Plano São Paulo, o que flexibilizaria o funcionamento do comércio, Doria anunciou a manutenção na Fase Vermelha nessa sexta-feira (19). Mais uma vez, o motivo foi o alto índice de ocupação hospitalar que na data estava em 93%.

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