Panorama da corrida eleitoral

RETA FINAL

Há oito dias das eleições municipais que definirão os representantes dos poderes Executivos e Legislativos para os próximos quatro anos, os concorrentes aos cargos de prefeito, vice e vereador das quatro cidades da área de cobertura de O ECO têm intensificado seus compromissos de campanha a fim de convencer o eleitorado que merecem um voto de confiança.

LÁ E CÁ

Como vem sendo observado ao longo das últimas semanas, cada um tem adotado estratégias distintas, que serão colocadas à prova no próximo domingo (15). Na microrregião, que conta com 12 chapas majoritárias e mais de 500 postulantes ao legislativo, a reta final da corrida eleitoral vai delineando, aos poucos, os prováveis cenários, alguns não tão prováveis assim.

BOREBI

Na pequena Borebi, órfã de Antonio Carlos Vaca, que foi vitimado pela Covid-19 em junho, em pleno exercício de seu terceiro mandato como chefe do Executivo, concorrem Anderson Pinheiro de Góes, o Chiquinho (MDB) e Antonio Roberto Moreira, o Tonho (PODE), ambos com relativa bagagem política, mas nenhum com experiência direta na Administração Pública.

DESAFIO

Chiquinho, que tem ao seu lado, como candidata a vice, justamente a viúva de Vaca, Leila Ayub (PSDB), que também já foi prefeita da cidade por dois mandatos (1997-2000 / 2001-2004), tem a difícil missão de convencer o eleitorado borebiense que tem algo novo a oferecer, além do legado – que é inegável – deixado por seu amigo, mentor e padrinho político.

A QUE VEIO

Tonho, que em 2016 foi candidato a vice na chapa do ex-prefeito Manoel Frias Filho (PL) e neste ano encabeça a candidatura isolada do Podemos tendo como candidato a vice o jovem Fabrício Rodrigues, tem que dizer a que veio, de fato. Fará isso apenas demonstrando – com bastante convicção – que está preparado para ocupar o cargo mais importante da cidade. Para isso, não basta força de vontade, tem que ter jogo de cintura.

AREIÓPOLIS

Na vizinha Areiópolis, o pleito deste ano recoloca frente a frente dois adversários de longa data. De um lado, o atual prefeito Antonio Marcos dos Santos (PL), que tenta a reeleição ao lado de seu vice Antonio Carlos Príncipe, o Ciço (MDB). Do outro o ex-vereador e ex-vice-prefeito Adriano Romualdo de Oliveira (CIDA), que forma chapa com o vereador José Eduardo Bitu (PSDB). Ambos já se enfrentaram diretamente e indiretamente em outras oportunidades.

REVANCHE

Sedento por revanche após a derrota em 2016, Adriano tenta provar que é o melhor para a cidade, mas sem demonstrar muita abertura à imprensa – pelo menos não a O ECO -, limita a população a seus discursos de campanha. Já Toni, que pede renovação de contrato, trabalha para demonstrar que a cidade está melhor do que há quatro anos e que é capaz de melhorar ainda mais. Vai vencer quem antes for capaz de convencer.

VIDRAÇA

Em Macatuba, que tem quatro candidatos, o cenário é mais complexo. Naturalmente em evidência por ter a máquina pública nas mãos, o prefeito Marcos Donizetti Olivatto (PL), que concorre à reeleição ao lado de seu vice Amauri Bornello (PV), precisa se sair bem na missão de confrontar convincentemente os discursos de seus três adversários, que, obviamente, não avaliam como satisfatória a atual gestão.

MERECE?

O ex-prefeito Tarcisio Mateus Abel (PTB), que forma chapa ao lado do ex-vereador Carlos Augusto Maganha Vanni, o Carlinhos Vanni (CIDA), por já ter passado pelo Executivo precisa convencer que merece voltar. Mais do que apresentar propostas que agradem o eleitorado, precisa fazer o povo sentir saudade de seu tempo. Naturalmente, isso só se consegue comparando os governos.

TÁ NO SANGUE?

O vereador Fabrício José Gino Pereira, que concorre pelo PSD ao lado de Aline Mariana Ronque, atua de um lado tentando convencer que cumpriu bem o seu papel no Legislativo, o que inclui convencer que não usou seu cargo para tentar prejudicar seu concorrente que chefia o Executivo. Na outra esfera, tenta conquistar para si o apoio que um dia foi dado a seu pai, o ex-prefeito José Gino Pereira.

PODE?

Já o vereador Anderson Ferreira, que concorre pelo Podemos ao lado do empresário Claudinei Moraes, tem em seu próprio Plano de Governo sua maior arma. Apresenta ideias inovadoras que podem trazer muitos benefícios, mas algumas nem tão simples de serem tiradas do papel. Com seu perfil, tende a conseguir mais adeptos entre os jovens, mas é impossível prever qual peso eles terão nas urnas.

TÁ CHEGANDO

Por fim, Lençóis Paulista, apesar de também contar com quatro candidatos, caminha para mais uma disputa polarizada entre dois grupos políticos. Mas este é assunto para a semana que vem, na qual O ECO receberá todos os concorrentes para a última rodada de sabatinas. Está chegando a hora de saber o que cada um tem a dizer além do discurso pronto de campanha.

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