Balanço das Eleições

TRÊS VEZES

As eleições municipais acabaram e, com três candidatos de nome Anderson eleitos para o cargo de prefeito, a região de cobertura de O ECO já está requerendo o direito de pedir música no Fantástico. O hat-trick eleitoral protagonizado por Anderson Prado de Lima (DEM), de Lençóis Paulista, Anderson Ferreira (PODE), de Macatuba, e Anderson Pinheiro de Góes, o Chiquinho (MDB), de Borebi, deixa de fora apenas Antonio Marcos dos Santos, o Toni (PL), de Areiópolis.

CALA-BOCA

Em Lençóis Paulista, o destaque do pleito majoritário fica por conta do verdadeiro cala-boca dado pela pesquisa de intenção de voto publicada por O ECO na última sexta-feira (13). O levantamento, que foi objeto de tentativa de impugnação na Justiça Eleitoral e gerou inúmeros questionamentos acerca de sua credibilidade, registrou apenas quatro pontos percentuais de diferença entre o resultado obtido dentro da margem de erro e os números totalizados nas urnas da cidade.

OLHO FECHADO

Enquanto que a pesquisa indicava que o atual prefeito teria de 64% a 70% dos votos válidos e que seu principal adversário, José Antonio Marise (PSDB), contabilizaria de 27% a 33%, os respectivos candidatos terminaram as eleições com 60,46% e 37,06%. Considerando o grande número de eleitores que se declararam indecisos nos dias em que a coleta de dados foi feita, a aproximação confirma a eficácia da metodologia, apesar de alguns se recusarem a enxergar o que estava diante dos olhos.

PASSA-MOLEQUE

Na vizinha Macatuba, os holofotes se voltaram para a vitória do vereador Anderson Ferreira (PODE), que iniciou a corrida eleitoral segurando a plaquinha de candidato menos conhecido entre a população, mas deu um verdadeiro ‘passa-moleque’ em seus adversários, o também vereador Fabrício José Gino Pereira (PSD), o ex-prefeito Tarcisio Mateus Abel (PTB) e o atual chefe do Poder Executivo, Marcos Donizeti Olivatto (PL), a quem a derrota certamente teve um gosto mais amargo.

DE VIRADA

Com sua popularidade visivelmente em alta na reta final da campanha, principalmente pela desenvoltura e clareza demonstrada em um debate organizado por iniciativa popular e transmitido na semana que antecedeu a votação, Anderson Ferreira disputou a vitória urna à urna com o atual prefeito, que acabou sendo superado por uma diferença de 507 votos, com percentuais de 35,35% a 30,22% dos votos válidos. Fabrício e Tarcisio terminaram com 18,40% e 16,04%, respectivamente.

DEU O ÓBVIO

Em Areiópolis pode se dizer que não houve muita surpresa, já que uma pesquisa de intenção de voto registrada poucos dias antes das eleições também indicava reeleição do prefeito Toni em mais um embate contra Adriano Romualdo de Oliveira (CIDA). Toni registrou 58,40% dos votos válidos contra 41,60% do oponente, que terá que aguardar pelo menos mais quatro anos se quiser insistir na ideia de se tornar chefe do Poder Executivo areiopolitano.

GRANDE VANTAGEM

Na pequena Borebi, também com apenas dois candidatos, o já citado Chiquinho conseguiu fazer prevalecer o discurso que pregava a experiência política, além de carregar consigo o peso do legado do ex-prefeito Antonio Carlos Vaga, falecido em junho vítima da Covid-19. Antonio Roberto Moreira, o Tonho (PODE), apostava na ideia de renovação, mas convenceu apenas 507 eleitores, somando 29,21% dos votos válidos contra 70,79% do adversário.

RENOVAÇÃO

O que chamou bastante a atenção nessas eleições foi a renovação nos respectivos Poderes Legislativos das quatro cidades. Das 41 cadeiras disponíveis nas quatro Câmara Municipais, apenas 21 serão ocupadas por vereadores que já estavam no cargo. Dos 33 que concorriam a reeleição, 12 não conseguiram convencer o eleitorado que mereciam uma nova chance, coincidentemente, três de cada cidade. Alguns vereadores sequer conseguiram garantir a primeira suplência de seus partidos.

CONSEQUÊNCIA

Ainda em relação à composição das Casas de Leis, as novas regras para as eleições proporcionais, sem a possibilidade de coligações, deixaram claro que os partidos com menos expressividade dificilmente conseguirão se manter. A tendência é que candidatos que obtiveram votação mais expressiva migrem para outras legendas para ter chance nas próximas eleições. A longo prazo, é bem provável que haja fusões entre siglas menores, o que é bom do ponto de vista prático. Não faz sentido um país ter mais de 30 partidos.

destaques

Plantão da Polícia Civil será transferido para Bauru

A partir da próxima terça-feira (1), o plantão da Polícia Civil de 18 cidades da região, entre elas, Lençóis Paulista, será transferido...

Comerciantes fazem balanço positivo da Black Friday

A Black Friday, ou Sexta-feira Negra, segue aquecendo o comércio de Lençóis Paulista. A campanha, que inaugura a temporada de compras natalinas...

Vagas criadas até setembro representam 15% do mercado formal de Lençóis Paulista

As restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) comprometeram drasticamente a economia do país neste ano. Como reflexo, o nível de...

Prefeitura de Lençóis fará nova testagem em massa em dezembro

No mês de agosto, a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) começou a dar sinais de estabilização. A falsa ideia de que isso...

Bracell realiza operação de trânsito para transporte de grandes peças

O Projeto Star, obra de expansão da Bracell, em Lençóis Paulista, deve receber nesta sexta-feira (27) peças de equipamentos para a nova...