Três vezes gratidão

Olá, caros amigos. É com imensa satisfação que passo a escrever neste importante veículo de comunicação, que abriu este espaço para que eu possa partilhar com vocês minhas experiências e conhecimentos cotidianos, além de trazer, para a nossa realidade local, reflexões acerca de uma preocupação cada vez mais crescente entre as pessoas do mundo todo.

O tema sustentabilidade está muito mais presente em nossas vidas do que pensamos, nossos hábitos demonstram se somos ou não seres dotados de altruísmo ascendente ou não, se pensamos no coletivo ou não. Para exemplificar, imaginem uma situação: um pedaço de plástico jogado no chão por uma pessoa (que com certeza não tem espírito altruísta). Passamos por cima ou jogamos na lixeira? Cabe refletir sobre que tipo de pessoas queremos ser e que valores queremos passar para as gerações seguintes.

Em primeiro lugar, farei um breve relato acerca da minha história. Vivo há quase uma década nesta linda e única cidade, que abriga mais livros do que pessoas, mas a minha história se inicia na cidade de Itapeva (SP), a qual, além de possuir muitas belezas naturais, abriga a atual Escola Técnica de Mineração (antiga Escola de Minas de Itapeva – Demétrio Azevedo Jr.), na qual me formei como Técnico em Mineração e desenvolvi meu gosto por Geologia.

Minha cidade natal sempre foi vista como a ‘capital dos minérios do estado de São Paulo’, acampando, também, outras atividades extrativistas, por exemplo, no ramo da silvicultura, com grandes florestas de pinus para resina e grandes lavouras de grãos. Portanto, meus caros, é de se imaginar que minha localidade de origem sempre abrigou atividades primárias e de curta cadeia econômica, um pouco diferente do que se vê aqui, em Lençóis Paulista, onde se observa uma pujante industrialização e demais atividades relacionadas.

Na idade de cursar a universidade, tive que me mudar para longe, já que Itapeva e as demais cidades nas proximidades, à época, não contavam com faculdade. Apesar de possuir um povo acolhedor e trabalhador, este é sofrido e pobre, não à toa, a região é conhecida informalmente como ‘o ramal da fome do estado de São Paulo’, com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) abaixo da média do estado.

Após minha formação como geólogo, na UFPR (Universidade Federal do Paraná), iniciei minha vida profissional trabalhando em uma empresa de gerenciamento de áreas contaminadas. Fiz vários cursos e me especializei no ramo, investindo e me capacitando nas etapas que regem as avaliações preliminar, confirmatória, detalhada e de remediação ambiental – os detalhes podemos deixar para uma próxima conversa. Também trabalhei um tempo no ramo de petróleo, embarcado – com certeza, compartilharei essa experiência aqui. Além disso, há quase uma década, fui docente nos sistemas Etec/Fatec, uma experiência gratificante e de muito aprendizado.

Meu objetivo é fomentar a curiosidade, trazer debates e pontos de vista sobre as questões que cercam o meio ambiente, a sustentabilidade e a sociedade. Acredito na pluralidade de ideias. Temos, aqui, um potencial incrível. Desta terra, de povo trabalhador e acolhedor, saiu um imortal da ABL (Academia Brasileira de Letras). Se eu fosse lençoense, teria muito orgulho de sê-lo, seria extremamente zeloso com minha cidade.

Por este motivo, escolhi para nosso primeiro encontro o título “Três vezes gratidão”, que simboliza o tripé criado pela ONU (Organização da Nações Unidas) em 2015, para que se atinjam metas de sustentabilidade: sociedade, o meio ambiente e as parcerias econômicas. O título também simboliza minha gratidão para com esta terra, que recebeu a mim e minha família. Esta coluna é uma forma de retribuir o acolhimento que recebi ao longo desses anos e agradecer, com zelo, os frutos recebidos.

Agora, falando um pouquinho sobre meio ambiente. Gostaria de dar uma prévia sobre um assunto que deve orgulhar a todos desta cidade. Nosso país é tido como exemplo para o mundo, temos a maior matriz energética limpa do planeta, temos a maior frota de veículos movidos a etanol e, claro, Lençóis Paulista está inserida numa região que contribui para isso, então, para o nosso próximo encontro, gostaria de deixar uma pequena provocação a você, caro leitor: Pensando na reflexão acima, sobre o uso dos combustíveis, acredita que temos espaço para liberação de veículos a diesel no Brasil, como já acontece na Europa, alguns estados americanos, Chile e Argentina? Me responda nas redes sociais.

Em nosso próximo encontro trarei notícias sobre o uso de combustíveis e falarei um pouquinho sobre minha experiência trabalhando no ramo de petróleo embarcado. Até lá, caso vocês queiram saber mais sobre os Objetivos de Sustentabilidade da ONU (agenda 2030), acesse o link. Um grande abraço e até a próxima!


Nestor Oliveira Filho

NESTOR DE OLIVEIRA FILHO – Residindo em Lençóis Paulista há 10 anos, Nestor de Oliveira Filho é formado em Geologia pela UFPR (Universidade Federal do Paraná) e atua na área prestando consultoria para empresas de diversos segmentos. O objetivo desta coluna é fomentar a curiosidade e estimular a reflexão sobre questões que cercam o meio ambiente, a sustentabilidade e a sociedade.


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