Um país de cabelos brancos?

No Brasil há ainda quem acredita que não temos uma população envelhecida, mas sim de jovens, todavia os últimos censos realizados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) trouxeram e trazem à tona a realidade da população do país, com o elevado número de idosos, sendo a faixa etária que mais cresce, destacando que dentre os indivíduos idosos aumenta exponencialmente os idosos mais idosos (com 80 anos ou mais).
Esse fato decorre principalmente dos avanços tecnológicos, no tratamento de doenças, mudanças no estilo e na qualidade de vida e quedas nas taxas de mortalidade e fecundidade em nosso país, observadas desde o final do século passado, consequentemente há o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e da população de idosos.
Diante dessa nova realidade populacional há a necessidade urgente de se repensar as estruturas dos serviços das áreas de saúde, social, econômica, entre outras, para a população em geral, mas principalmente para a que se encontra na velhice (última fase do ciclo vital), em que encontramos os idosos, visto que no Brasil considera-se idoso, segundo o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741 de 01 de outubro de 2003) todas as pessoas com 60 anos ou mais. 
Temos um grande desafio imposto, suprir as necessidades daqueles que já se encontram na velhice, de forma a manter nossos idosos ativos, ou seja, com independência e autonomia para desenvolver suas atividades de vida diária e gerenciar suas vidas, e em contrapartida, promover um envelhecimento ativo e saudável para aqueles que ainda nem pensam em ficar um dia de cabelos brancos, pois para o alcance pleno de uma velhice ausente das doenças crônicas (diabetes, hipertensão, osteoporose, entre outras) é imprescindível que o trabalho inicie-se muito antes dos 60 anos.
Nessa coluna eu, Nádia Placideli, gerontóloga, terei espaço para destacar temas atuais sobre aspectos relacionados ao envelhecimento e a velhice, assuntos do campo da saúde como, prevenção de doenças, importância da alimentação e atividade física, também descrição de patologias prevalentes na população idosa como, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, artrite, artrose, osteoporose; da área social como, os mitos e preconceitos em relação à população de idosos, institucionalização, maus-tratos contra a pessoa idosa, os direitos e deveres dos idosos; na economia temas como aposentadoria, mercado de trabalho e educação. Acredito que será uma produção muito interessante a todos os leitores, com o objetivo final em contribuir na construção de um país para todas as idades.

destaques

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