Anne de Green Gables

Olá! Talvez você me reconheça de outros ‘carnavais’, mas não custa eu me apresentar de novo. Sou a Mariana, tenho 23 anos e sou nascida e criada em Lençóis Paulista. Coincidência ou não, foi na Cidade do Livro que também me tornei uma leitora voraz. Desde que consigo me lembrar, sempre gostei de visitar livrarias e escolher novas histórias. Essa paixão pela literatura cresceu comigo. Até o dia de hoje, calculo que eu tenha lido algo em torno de quatrocentos livros – o que, na verdade, não deixa de ser pouco, considerando a infinidade de histórias que ainda posso conhecer. Além de leitora, sou escritora: recentemente publiquei o conto “Verdade, Desafio e Uma Pergunta”, na Amazon, e também tenho contos e uma poesia publicada na antologia “Escritos Lençoenses”, de 2014. A convite do Jornal O ECO, inicio hoje esta coluna, na qual compartilho minhas leituras e opiniões com vocês.

Estamos vivendo um episódio inédito de nossas vidas: o isolamento social. Isso significa muito tempo em casa, às vezes, nos sentindo até entediados com as possibilidades de entretenimento que existem nessa nova realidade. Acredito que a opção de lazer mais comum seja assistir a filmes e séries, já que para isso não precisamos sair do conforto do nosso sofá. Uma das séries que terminei recentemente foi “Anne with an E”, disponível na Netflix. A trama retrata a história de Anne Shirley, uma menina órfã cheia de imaginação que viveu no fim do século XIX.

Você pode estar se perguntando: – Por que ela está falando de uma série e não de um livro? Acontece que, em 1908, a autora canadense L. M. Montgomery publicava o primeiro livro da menina ruiva e cheia de sardas: nascia o romance “Anne de Green Gables”, o início de uma série de seis livros. Enviada por engano à casa dos irmãos de meia idade, Marilla e Matthew Cuthbert, Anne conquista o coração de todos e leva mais vida a Green Gables, nome da propriedade de seus ‘novos ‘pais’ adotivos.

Recentemente, a obra de L. M. Montgomery entrou em domínio público; em outras palavras, agora os textos são livres para qualquer editora que queira publicar. Por isso, os livros começaram a ganhar as prateleiras das livrarias do Brasil. Dentre tantas opções, escolhi a versão da Editora Autêntica, com tradução de Márcia Soares Guimarães.

A história é cheia de significado e valores como ética, honestidade e solidariedade. Em Anne você vai encontrar muito de Pollyana, pois ambas têm em comum a máxima de tentar enxergar o lado bom em tudo. Costumo dizer que a grande diferença entre as duas meninas é que Anne Shirley é muito mais dramática e teatral, além de tagarela, no melhor estilo Emília, a Marquesa de Rabicó. Não só me encantei com a personagem, como adorei conhecer mais costumes da comunidade que também encontramos na série.

Mesmo que eu já tivesse assistido às três temporadas de “Anne with an E”, ler a história agregou muito mais à experiência. Existem algumas diferenças entre o livro e a série que foram interessantes de se notar. A série, por exemplo, trouxe algumas atualizações para a nossa realidade atual, e personagens que não aparecem no livro. Os dois formam uma boa soma e fazem jus completo a toda a história.

“Anne de Green Gables” é um livro para qualquer idade! Quem tem alma de criança vai se identificar muito com os dilemas e acontecimentos na vida da menina cheia de vida e imaginação. Boa leitura, e até a próxima!


Mariana Zillo

MARIANA ZILLO – Formada em Produção Editorial pela Universidade Anhembi Morumbi, Mariana Zillo é uma lençoense apaixonada por tudo que envolve a literatura. Coincidência ou não, foi na “Cidade do Livro” que se tornou não apenas uma leitora voraz, mas também uma talentosa escritora. Nesta coluna, ela apresenta suas experiências e percepções sobre este universo encantador.


SIGA A MARIANA NAS REDES SOCIAIS: Facebook | Instagram

destaques