Uma reverência a Alexandre Chitto

Hoje é uma data especial para o Jornal O ECO, que completa 83 anos de fundação, circulando ininterruptamente desde sua primeira edição, que foi às ruas no dia 6 de fevereiro de 1938. Mas este espaço será dedicado ao fundador, Alexandre Chitto, já que este domingo (7) marca os 120 anos de seu nascimento.

Chitto foi um homem determinado e sonhador, à frente de seu tempo. Nasceu em sete de fevereiro de 1901, no bairro rural da Rocinha, em Lençóis Paulista, onde seus pais, Mauro Chitto e Santina Lazzari, recém-chegados da Itália, se conheceram, casaram e firmaram residência.

Desde cedo, em meio as travessuras de criança, Chitto teve aflorado o gosto pela leitura. E pela escrita. Em seus livros, lembrava que, ainda menino, transferia para o papel suas memórias de infância. Era um contador de histórias nato. Seu destino não poderia ter sido outro.

Foi responsável pelo mais importante trabalho de resgate da história local através do museu que leva seu nome e dos cinco livros que escreveu. De certa forma, também contribuiu para preservar a história de seu próprio tempo, já que as páginas de O ECO guardam as mais importantes passagens das últimas oito décadas da cidade.

Não é exagero dizer que não existiria jornalismo profissional em Lençóis Paulista sem a determinação de Chitto, sem sua paixão e garra para manter um projeto por tanto tempo, em meio a tantas dificuldades; sem sua resiliência e força para superar cada um dos obstáculos que surgiram pelo caminho.

Esteve à frente deste periódico por 40 anos, quando passou o bastão para o também saudoso Ideval Paccola, em 1978, mas fez questão de contribuir com seus textos até o dia de sua passagem. Faleceu em 11 de setembro de 1994, aos 93 anos, deixando um legado sem precedentes para a cidade.

Nestes dias tão especiais, nós, de O ECO, nos sentimos na obrigação de reverenciar a figura de Alexandre Chitto. Nos esforçamos a cada dia para manter essa chama acesa, como ele próprio pediu na ocasião de sua despedida. Seguimos com os olhos voltados ao futuro, mas muito respeito ao passado.

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