Toma lá, dá cá

É coisa de Brasil. O ECO já havia alertado, em maio do ano passado, que os servidores públicos sentiriam no bolso o peso da ‘ajuda financeira’ dada aos municípios pelo Governo Federal. Diante da crise econômica ocasionada pela pandemia no novo coronavírus (Covid-19), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu ‘estender a mão’ aos pobres prefeitos, mas impôs uma série de condições.

Para liberar os recursos, sem os quais nenhum município conseguiria ter conduzido minimamente o enfrentamento à pandemia, Bolsonaro e sua equipe econômica, com anuência de aliados do Congresso Nacional, deixaram os chefes dos Poderes Executivos municipais de mãos atadas, com as finanças engessadas. O maior impacto das medidas recai sobre a força de trabalho, como sempre.

Até o final deste ano nenhuma Prefeitura Municipal pode contratar a menos que seja para reposição de cargos essenciais, não pode promover reajustes de salários nem para compensação inflacionária, conceder progressões com base em planos de carreira, entre tantas outras coisas. Enquanto os trabalhadores ficam sem aumento, o preço dos itens básicos de consumo segue aumentando nas prateleiras dos supermercados.

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