Sem descanso para a saúde pública

Os últimos dois anos e meio foram de muita preocupação no campo da saúde pública, com a famigerada pandemia do novo coronavírus causando um verdadeiro caos não apenas no sistema hospitalar, mas em inúmeras outras áreas, como a economia, a assistência social, a educação, a cultura, etc…

A chegada das vacinas e o avanço da imunização em massa, ainda que a passos lentos e apesar do negacionismo de parcela da população, contribuiu para que, aos poucos, a situação voltasse a um patamar de controle, o que não significa o fim da ameaça, mas representa um grande alento a todos.

Prova incontestável disso é o início deste ano, que, mesmo com recorde de casos positivos de Covid-19, registrou pouquíssimas hospitalizações, transferências de pacientes para leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e, como consequência, pouquíssimas mortes ocasionadas por quadros graves de infecção.

A pandemia, infelizmente, interrompeu muitas vidas, devastou muitos lares, destruiu muitas famílias pelo vazio deixado pelas perdas prematuras de entes queridos. Mas, apesar das incontáveis baixas nas primeiras batalhas contra este inimigo invisível, a ciência e a medicina viraram o jogo e estão ganhando a guerra dia após dia.

O que começa a preocupar é outro vilão bem conhecido, o mosquito Aedes aegypti, que tem voltado a oferecer sérios riscos. Não é preciso ir muito longe para se recordar dos perigos da dengue, que fez grandes estragos em 2015, com mais de 1,6 milhão de casos no país, cerca de 1,5 mil apenas na microrregião.

A situação mais delicada é da pequena Borebi, que já se encontra em situação de endemia, com 2,4% da população infectada, além de dezenas de casos suspeitos em investigação, mas Lençóis Paulista, Macatuba e Areiópolis também já estão em alerta. Todos precisam fazer sua parte.


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