Péssimo hábito do brasileiro

Para os macatubenses que acharam que a inauguração de um novo cemitério significava a solução para um problema que se arrastava por anos, a semana tem revelado o oposto. Com o antigo totalmente saturado e sem túmulos disponíveis, além dos já existentes, viabilizar uma nova área para que os mortos da cidade pudessem ‘descansar em paz’ era, mais do que uma necessidade, obrigação.

Isso foi feito, primeiro com a intervenção do ex-prefeito Tarcisio Abel, que comprou o terreno, depois com o sucessor Marcos Olivatto, que agiu para viabilizar a obra. Mas ambos trouxeram apenas parte da solução, pois agiram – pelo menos efetivamente – apenas no final de seus mandatos. Talvez a realidade fosse outra se não houvesse esse péssimo hábito no Brasil, o que não se resume à política.

Entregue às pressas, quase que no apagar das luzes da gestão passada, o Cemitério Parque Recanto da Paz ainda carece de infraestrutura básica, o que causa transtornos à população que, mesmo a contragosto, precisa utilizar o local. A justificativa de que a obra era urgente até que é pertinente, mas não convence. Justamente pela urgência, que vinha de anos, a questão merecia mais atenção.

Apontar falhas ou culpados não resolve. O que não foi feito ou foi feito de forma equivocada (se for o caso), precisa de atenção. Agora cabe ao atual chefe do Poder Executivo, Anderson Ferreira, agir para que o impasse tenha um fim definitivo. Que isso não fique para 2024.


A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade.

Valorize o jornalismo profissional. Fuja das Fake News. Clique aqui e assine O ECO!

destaques