O lado A e o lado B da economia

A edição deste sábado (17) traz duas notícias com impacto direto à economia de Lençóis Paulista, mas só uma delas de forma positiva. Conforme vem se observando desde meados de 2019, a geração de emprego no mercado formal local, ou seja, com Carteira de Trabalho registrada, atinge os melhores índices da história no município, com sucessivos recordes impulsionados por contratações na maioria dos setores, principalmente na construção civil e na indústria.

Em fevereiro, por exemplo, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério da Economia, com quase 600 novas vagas abertas, o total de empregos gerados em 2021 ultrapassou a casa de 1,4 mil. Outro dado relevante é que, com o desempenho dos dois primeiros meses deste ano, o número de trabalhadores com vínculo empregatício formal rompeu a barreira dos 25 mil, número que representa 36,35% da população local.

Se a geração de emprego vai bem, o mesmo não se pode dizer nas condições do mercado, que contribuem para o aumento dos preços de produtos de primeira necessidade, reduzindo o poder de compra das famílias. De acordo com a pesquisa mensal de preços feita pela reportagem a partir de uma lista com 50 itens básicos de consumo, o cidadão lençoense pode gastar quase o valor de um salário mínimo (R$ 1,1 mil) para abastecer a despensa em abril.

Desde a retomada do acompanhamento mensal, em março do ano passado, justamente no início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o reajuste de preços nos quatro principais supermercados da cidade chega a incríveis 26%. Para se ter uma ideia, no mesmo período, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) totalizou 6,17%. É bom torcer para que o emprego continue em alta, pois está cada vez mais difícil colocar comida na mesa.

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