O emprego e seus contrastes

O Brasil fechou setembro com 14 milhões de pessoas na fila do desemprego, realidade que vem piorando mês a mês, por diversos fatores, entre eles, a crise econômica que não foi causada, mas potencializada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A falta de um trabalho digno não é exclusividade de nenhuma localidade do país, mas o contexto de cada município, obviamente, tem o poder de agravar ou atenuar a situação da população.

Exemplo disso é Lençóis Paulista, que mesmo em meio ao caos que se instalou de um extremo a outro do país em 2020, tem se destacado na geração de emprego e, consequentemente, de renda. Dados atualizados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), referentes ao mês de agosto, revelam que a cidade, inclusive, vive o melhor ano de sua história, com recorde de contratações no mercado formal, com Careteira de Trabalho assinada.

É fato que boa parte disso se deve ao megaempreendimento de ampliação da Bracell, que tem movimentado a economia local mesmo em tempos tenebrosos. Qual o problema disso? Nenhum! Muito pelo contrário. Ter um projeto deste porte na cidade é um privilégio. Não é – pelo menos não deveria ser – demérito para o Poder Público o fato de boa parte dos empregos criados estar relacionada à determinada empresa. O município tem que investir para preparar mão de obra para quem precisa dela. Investir em qualificação também é investir na geração de emprego.

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