No escuro não dá

Quem reside em algumas regiões de Lençóis Paulista, principalmente entre os bairros das zonas leste e sul, tem enfrentado um sério problema em relação à energia elétrica: a interrupção frequente e recorrente do fornecimento, que é de responsabilidade da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz).

Nos últimos dias, com algumas chuvas bem intensas atingindo a cidade, algumas acompanhadas de fortes rajadas de vento e até mesmo de granizo, o problema acabou se agravando. Quem acompanha grupos locais nas redes sociais deve ter se deparado com incontáveis reclamações relacionadas ao problema.

O descontentamento tem sido tanto que o assunto acabou chegando à Câmara Municipal, por intermédio do vereador André Paccola Sasso, o Cagarete, que chegou a propor aos colegas que a Casa de Leis se unisse para pressionar o Ministério Público pela abertura de um Inquérito Civil para apurar as razões da má qualidade do serviço.

A repercussão negativa nas redes e também entre os nobres edis, acabou assustando a companhia, que detém a concessão do fornecimento em centenas de cidades. Preocupada com os desdobramentos do tema na Promotoria Pública, a CPFL decidiu agir para acalmar os ânimos e amenizar o clima.

Em reunião com vereadores, representantes da Prefeitura Municipal e moradores de áreas afetadas, a empresa se comprometeu, através de seus diretores regionais, a executar o que for preciso para solucionar os problemas apontados. Mas a ação deve garantir apenas em uma solução momentânea.

Para muitos dos que acompanham o caso, o que tem faltado à CPFL é investimento, tanto em manutenções quanto em modernização do sistema. Para quem vê de fora, e sem nenhum conhecimento técnico, é muito difícil de falar. No entanto, é evidente que algum problema existe.

Independentemente do que esteja causando as quedas constantes de energia, o problema precisará ser solucionado de forma eficiente e rápida. A população paga pelo serviço e têm o direito de ser atendida com qualidade. Não se pode admitir que qualquer ameaça de chuva faça a cidade ficar no escuro.

O que também precisa ganhar mais atenção é a agilidade de atendimento quando alguma avaria causa a interrupção do serviço. Matéria publicada nesta edição cita demora de até dois dias para atender a um chamado. Isso é um desrespeito com o consumidor, que pode e deve reclamar.

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