Não existe vacina para tudo

Para quem esperava que 2021 seria um ano um pouco mais fácil em relação ao enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que chegou a dar sinais de enfraquecimento no final do ano passado, o avanço dos meses tem mostrado que ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Depois de enfrentar momentos de caos entre março e abril, com colapso na rede hospitalar e recorde de contaminações e mortes registrados em cidades de norte a sul do país, muitos governantes imaginaram que poderiam respirar mais aliviados, mas o contexto atual é totalmente diferente.

Muito mais depressa do que se podia imaginar, estamos diante de uma terceira onda da pandemia, que pode trazer consequências muito mais sérias do que as vistas até aqui, em decorrência do desrespeito aos protocolos, da circulação de novas variantes e outros tantos fatores.

Coloque-se a culpa até mesmo na vacinação da população, que, apesar de avanços recentes no cronograma inicialmente divulgado, ainda segue em ritmo lento se comparada a países que trataram a maior crise sanitária da história recente, desde o princípio, com a seriedade necessária.

Países em que governantes pregam respeito às recomendações e agem com amparo na ciência estão colhendo os frutos. O Brasil, que vê seu chefe de Estado reunir milhares de pessoas igualmente irresponsáveis para passear de moto, ainda terá que sofrer um pouco.

As altas taxas de infecção e os sempre elevados índices de ocupação hospitalar – que têm feito com que muitos pacientes morram em filas de hospitais do país – são reflexo de nossos próprios erros. Tudo isso é resultado de um amontoado interminável de idiotices cometidas no dia a dia por uma parcela significativa da população. Contra isso, não existe vacina.


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