Muita calma nessa hora

Como era esperado, em coletiva de imprensa realizada nessa sexta-feira (9), mais uma vez com o vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) no centro do saguão do Palácio dos Bandeirantes, o Governo do Estado anunciou o fim da Fase Emergencial do Plano São Paulo, adotada para tentar frear o avanço preocupante dos casos de Covid-19 e, consequentemente, reduzir as altas taxas de ocupação hospitalar observadas desde o início deste ano em todo o território paulista – e brasileiro.

Quem tem acompanhado o noticiário percebeu que, de fato, houve um ligeiro alívio, principalmente nos últimos dias, o que indica que a circulação do vírus pode ter diminuído em decorrência das restrições mais rígidas. Mas a pergunta que não quer calar é: Será que foi suficiente ou ainda é muito cedo para pensar em flexibilizar? É realmente necessário reabrir escolas, retomar campeonatos de futebol, entre outras atividades, neste momento tão conturbado?

Embora os mais otimistas sempre prefiram acreditar que dias melhores estão por vir, talvez seja o momento de ouvir os pessimistas que, por força do hábito, sempre pregam mais cautela. Pandemia não se enfrenta com lapsos de esperança, mesmo que ela seja muito necessária para a paz de espírito que todos buscam em tempos de calamidade. Pandemia se enfrenta pensando no pior, pois é isso que possibilita que o terreno esteja preparado caso seja necessário.

Todos, sem exceção, esperam ansiosos pelo fim de tudo isso, mas é preciso manter os pés no chão. O sinal de alerta ainda está ligado e piscando insistentemente no vermelho. Quem entender que qualquer mínimo avanço representa o fim do problema está fadado a contribuir para que a alegria dure pouco. Que todos tenham responsabilidade e inteligência para lidar com os próximos desdobramentos da pandemia. É preciso muita calma nesta hora.

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